30 horas em Paris – parte I

Olá, Madames!!

Eu sei, eu sei… o blog anda meio parado, né?

Pardon, c’est ma faute.

Vamos começar com uns posts que eu estou devendo há um bom tempo: vou falar sobre a viagem que fiz para a Alemanha em julho!

Roteiro

E a primeira cidade visitada na viagem para a Alemanha foi… Paris!!!

Madame Brum em Paris

Pois é, gente. Meu mapa de viagem pode ser meio relativo. O que eu chamo de “viagem pra Alemanha” seria, mais precisamente, uma “viagem para França, Alemanha e República Tcheca”.

O roteiro de 16 foi o seguinte:

1- Um dia e meio em Paris (cidade por onde chegamos na Europa);

2 – Rota Romântica da Alemanha (Wurzburg, Rothenburg ODT, Augsburg, Füssen e mais algumas cidadezinhas no meio do caminho);

3 – Munique;

4 – Praga;

5 – Berlim.

Paris

A primeira cidade do roteiro foi Paris.

Já conhecíamos a cidade, mas aproveitamos a existência de um voo direto Brasília-Paris como desculpa pra gastar umas horinhas na cidade.

Ficamos apenas uma noite e mais um dia na cidade-luz, e aproveitamos para fazer um roteiro um pouco diferente da tradicional corrida pra ver todos os pontos turísticos: organizei uma tentativa de roteiro gastronômico com base em dicas de internet!

Afinal, qual cidade melhor para se dedicar um dia inteiro à comilança??

Nós chegamos no aeroporto no meio da tarde, mas quem já foi lá sabe que chegar no Charles-de-Gaulle não significa chegar em Paris – lá se vão algumas horas entre desembarcar, passar por uma imigração antipática e mal-humorada, pegar malas e chegar ao táxi. Depois, adicionado à longa distância entre o aeroporto e a cidade, sempre haverá um certo trânsito dentro de Paris, o que faz com que você gaste pelo menos mais uma hora de carro (e vários euros).

OBS: nós optamos pelo táxi e encaramos o alto preço do transporte (cerca de 60 euros no total), mas pra quem quiser economizar, há diversas formas de se chegar a Paris, inclusive de trem. Esse post do melhores destinos explica as alternativas.

É claro que estávamos cansados da viagem, mas Paris é empolgante e ficar no hotel não era uma opção.

Decidimos, então, “checar” se estávamos na cidade certa: pegamos um metrô e fomos apreciar a Torre Eiffel!

madame brum em paris - torre eiffel

Já fui diversas vezes à cidade, e já estou de saco cheio das filas para subir na torre (nem acho algo tão imperdível assim), mas aquela paradinha no Trocadero ou no Champ-de-Mars para ver a torre continua sendo um momento mágico para mim.

Pra quem não sabe, descer na estação Trocadero do metrô de Paris é a melhor forma de se ter uma vista linda da Torre Eiffel!

Da praça do Trocadero você terá uma vista num ângulo privilegiado. Depois, é só descer as escadas e atravessar os jardins do Trocadero até a torre. Do outro lado da madame Eiffel está o jardim Champ-de-Mars, onde é possível sentar na grama e apreciar essa obra-prima.

Praquela noite havíamos feito reserva para o restaurante David Toutain, um estrelado carte-blanche na cidade.

Trata-se de um restaurante pequeno, no qual você paga um preço fixo e o chef servirá diversos pratos ao longo do noite, com vinhos que harmonizem com os pratos. Você não escolhe o que irá comer, apenas informa se tem alguma restrição alimentar.

Isso não é um ovo. É um souflet de não-sei-o-quê (deveria ter anotado).

Isso não é um ovo. É um souflet de não-sei-o-quê (deveria ter anotado).

Cada prato é pequeninho, e no começo você tem certeza de que não vão te servir comida o suficiente. Mas ao longo das duas ou três horas de jantar (não venha com pressa) você comerá e beberá bastante, no melhor estilo slow food francês.

Eu contei 12 pratos, além das entradinhas e dos pães que acompanham a refeição. Só sobremesas foram três tipos, além dos queijos.

Bacalhauzinhos deliciosos

Bacalhauzinhos deliciosos

A comida é deliciosa, mas, como boa brasileira, eu queria pedir “uma porção” de alguns pratos, ao invés de dois micropedacinhos. Pra mim, comidinhas pequeninhas são lindas, mas deveriam vir aos montes! – ai, que falta de elegância, a minha….

De qualquer modo, foi um jantar maravilhoso, com ótimos vinhos, comida gostosa e companhia maravilhosa.

Como bônus, nosso garçom falava português, o que foi ótimo para explicar os detalhes dos pratos, que envolviam ingredientes complicados demais para o meu francês de viajante.

E assim começou nosso roteiro gastronômico, aberto com um jantar chiquérrimo em uma cidade chiquérrima!

Ah! Após o jantar eu não estava com a menor vontade de fazer baldeação no metrô de Paris e pensamos em chamar um táxi. Mas estamos em tempos mais modernos e fomos embora de Über. O aplicativo também funciona por lá, e é uma ótima alternativa para evitar os taxistas mal-humorados de Paris (qual é o problema dos taxistas de Paris, afinal?).

Sobre o Hotel

Dessa vez deixamos a região de Saint-Germain e Quartier Latin (bairros com ótima localização, mas muitos turistas e preços altos) para nos hospedarmos em Montparnasse, na Rua Vavin.

O hotel se chamava Atelier Saint-Germain (mesmo não ficando em Saint-Germain) e a localização foi extremamente prática, com vários pontos de metrô muito próximos do hotel, o que facilitou muito quando precisamo pegar o transporte público para irmos para a estação de trem Gare de L’Est (tinha uma linha direta pra lá saindo da porta do hotel).

Aprovei a localização do hotel, e o preço foi bem interessante pros padrões de Paris, mas se optar por ficar lá saiba que o hotel é MUITO pequeno. Eu sei, hotéis pequenos são o padrão de Paris, mas talvez esse tenha sido o menor quarto que já fiquei na minha vida!

Não foi nenhum problema para duas noites, mas pessoas que se incomodam com a falta de espaço (do tipo: não tinha condições de abrir a mala e circular pelo quarto ao mesmo tempo) podem não gostar do hotel – mas saiba o que está reservando e esta será uma boa escolha.

No próximo post eu conto sobre o segundo dia em Paris e o roteiro propriamente dito!

Beijinhos,

Madame Brum

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8 Replies to “30 horas em Paris – parte I”

  1. Madame Brum, Adorei suas informações e dicas. Na próxima visita irei aproveitar todas elas. Muito obrigado. Beijos.

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