Verão na Alemanha: Munique (parte II) – BMW e Jardim Inglês

Bom dia, Madames e Monsieurs,

Dando continuidade ao post anterior sobre o meu roteiro de viagem pela Alemanha, vamos ao nossos terceiro e quarto dias em Munique, dedicados à fábrica da BMW e ao Jardim Inglês!

A Fábrica, Museu e Loja da BMW

Um dos (muitos) pontos altos da viagem foi a visita à Fábrica da BMW!

Na BMW Welt se encontram, juntos, o museu da BMW, uma loja com exposição dos carros à venda, e a fábrica.

Não fomos ao museu, mas quanto aos outros dois, eu diria que são imperdíveis para quem gosta de carros ou de tecnologia (ainda que não entenda muito sobre nenhum dos dois, como eu)!

BMW Welt

BMW Welt

No grande hall da BMW Welt estão os carros e motos atualmente à venda pela marca – incluindo os modelos elétricos e os últimos lançamentos.

Carros que foram usados em alguns filmes também estão expostos para tirarmos fotos!

BMW i8

BMW i8 – elétrico recém lançado pela marca na época da viagem

No hall há ainda uma área destinada ao Mini Cooper, uma loja de lembranças, uma pista de testes para os compradores, entre outras coisas.

Mas o passeio pela modernidade fica ainda mais interessante para aqueles que participam do passeio guiado pela fábrica da BMW.

Em pequenos grupos e sempre com um guia, passeamos por boa parte da fábrica vendo o processo de fabricação dos carros, desde o chassi até a colocação do encosto de cabeça dos bancos de couro personalizados!

Sendo leiga nesses assuntos, fiquei maravilhada com o balé de robôs construindo passo a passo uma série de carros que serão desejados mundo afora.

Segundo o guia, mais de 90% do processo de fabricação é automatizado. Um carro só é construído naquela fábrica após ter sido vendido – todos os veículos que saem de lá já possuem um dono certo.

Após a compra, a matéria prima é encomendada pela fábrica e entregue em três dias. O processo de fabricação leva menos de 2 dias – na realidade, um carro é produzido em 24 horas líquidas!!!

Não era permitido tirar fotos dentro da fábrica, por isso vou ficar devendo imagens para vocês.

Os passeios são feitos apenas em inglês e devem ser reservados pelo telefone – são poucas vagas, por isso é necessário reservar com antecedência. O BMW Plant Tour dura cerca de 2 horas e meia (que passam voando) e custa 8 euros por pessoa.

Para mais informações, clique aqui.

Jardim Inglês

No nosso último dia em Munique decidimos fazer o tour de bicicleta com o Mike’s Bike Tour.

O tour clássico tem a duração de 4 horas e passa por diversos pontos interessantes da cidade, com a vantagem de ter um guia local te contando a história de cada um dos famosos pontos.

Alguns lugares, apesar de bonitos, só ficam interessantes quando você conhece a história do local, e às vezes é difícil conhecer toda a história envolvida em cada ponto turístico apenas através de livros e sites de internet – ter alguém, no lugar mostrando e apontando tudo o que aconteceu naquela pracinha aparentemente sem importância ajuda a visualizar a história e a importância dos eventos da cidade!

Lembrando que Munique foi o berço do Nazismo, e a história de ascensão de Hitler deixou suas marcas na cidade.

Perto do final do tour, pedalamos pelo Englischer Garten (jardim inglês) até a Chinesische Turm (Torre Chinesa), onde uma estrutura em forma de pagoda Chinesa abriga um Biergarten muito agradável! Chopp Hofbräuhaus disponível, bem como salsichas, batatas, repolhos, porco e frango para alimentar qualquer estômago alemão!

Biergarten na torre Chinesa, no Jardim Inglês

Biergarten na torre Chinesa, no Jardim Inglês

O jardim inglês tem esse nome por ser um grande parque urbano nos moldes dos jardins da Inglaterra, com grandes áreas gramadas onde as pessoas se esticam à tarde para tomar sol – muitas vezes sem roupa alguma!

Diversos pontos interessantes (como a torre Chinesa) estão espalhados pelo parque. Belas construções, restaurantes, cafés, e até um lago com pedalinhos ocupam a área sua do parque, com cerca de 2 km de extensão. A parte norte, muito maior, pode ser considerada menos turística.

Mas um ponto do parque merece a visita ainda que você não planeje explorá-lo: há um rio onde as pessoas fazem fila para surfar na onde que se forma em um ponto específico. Como a onda não se desfaz, é possível passar um longo tempo surfando no mesmo local – tudo depende da habilidade do surfista!

Surfando no rio

Surfando no rio

Se o dia estiver bonito, é possível passar o dia todo passeando pelo parque, vendo pessoas tomarem banho de sol sem roupa ou surfar no rio, comendo, bebendo, passeando de bicicleta ou de pedalinho… um parque agradabilíssimo!

Recomendo sem ressalvas o passeio no parque e na fábrica da BMW!

Já voltando para o hotel, no final do dia, resolvemos checar uma das inúmeras igrejas indicadas nos guias da cidade. Não costumamos visitar muitas igrejas durante as viagens, já que depois de um tempo as coisas ficam repetitivas (em termos de turismo e coisas novas para ver), mas há algumas construções com valor artístico e arquitetônico que nos fazem abrir exceções na regra de não ficar entrando em igrejas nas viagens.

A escolhida foi a Asamkirche, igreja construída em 1746 (término da construção) pelos irmãos Asam para uso privado. O estilo rococó e a grande concentração de detalhes nessa pequena igreja a tornam uma pequena joia encrustada no centro histórico de Munique!

Parada obrigatória para os que gostam de visitar novas igrejas, e bem interessante mesmo para aqueles que, como nós, costumam não lugar tanto para essa parte do passeio.

Asamkirche

Asamkirche

Para jantar, fomos a um restaurante italiano indicado pelo Tripadvisor como um dos melhores da cidade, o Trattoria da Fausto. Mais afastado do centro histórico, pegamos o S-Bahn até a área residencial próxima ao Englischer Garten.

A comida era boa, mas não excepcional – definitivamente não merecia uma colocação tão alta, no Tripadvisor, entre os restaurantes da cidade. É uma opção de comida italiana em um ambiente agradável, mas tenho dúvidas de justifica o deslocamento.

E assim nos despedimos de Munique – cidade encantadora e muito acolhedora.

Na manhã no quinto dia levantaríamos cedo para pegar um ônibus rumo a Praga – porque a próxima parada da viagem pela Alemanha é, na verdade, a República Tcheca!!

Não percam os próximos posts! Em breve: Praga e Berlim!

 

Beijinhos,

Madame Brum

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Verão na Alemanha: Munique (parte I)

Olá Madames e Monsieurs!!

A nossa deliciosa viagem começou em Paris (veja os posts aqui e aqui), seguiu pela Rota Romântica (aqui os posts sobre os preparativos, parte 1, parte 2, parte 3 e resumão) e agora continua rumo a Munique!

Saímos de Füssen pela manhã e fomos de carro até Munique. Pegamos uma Autobahn e chegamos rapidinho, cerca de 1:30h de viagem.

Fizemos o check-in no hotel, devolvemos o carro para a locadora e fomos reconhecer o terreno!

O hotel

Munique não nos pareceu ser uma cidade muito barata para se hospedar.

Apesar de ser uma cidade bem grande, a maior parte dos pontos de interesse para turismo fica dentro de um centro histórico, onde você consegue fazer tudo a pé, mas os hotéis não têm um preço tão bom quanto estávamos vendo até então.

Pesquisando com calma, descobrimos uma rede de hotéis chamada Motel One. Os hotéis são bem novos, com decoração moderna e clean, ambientes agradáveis e limpos, naquele estilo “tudo o que você precisa sem luxo e sem firulas”. Ficamos no Hotel Motel One Sendlinger Tor.

O café da manhã não está incluindo, nem estacionamento (o que não faz mal, já que ninguém precisa de carro em Munique).

O atendimento do hotel foi simpático e eficiente, não tenho nada a reclamar. Gostei muito da rede e me hospedaria novamente em hotéis do grupo sem pensar duas vezes!

A localização também foi boa: próximo ao Sendlinger Tor, podíamos fazer tudo a pé, bem como pegar facilmente os metrôs quando necessário.

Dia 1

Reservamos 4 dias para Munique.

No primeiro dia, como chegamos próximo ao horário de almoço, começamos nosso roteiro por um dos pontos mais interessantes da cidade: o Hofbräuhaus!

Detalhe na decoração da Hofbräuhaus

Detalhe na decoração da Hofbräuhaus

A Hofbräuhaus é uma cervejaria fundada em 1589, com muita história e tradição dentro de suas paredes coloridas.

Haufbräuhaus

Haufbräuhaus (foto do site)

Trata-se de um grande Biergarten fechado (há uma área a céu aberto que funciona nos períodos de temperaturas mais amenas), com grandes mesas de madeira, garçons e garçonetes em trajes típicos, canecas de cerveja de todos os tamanhos (a partir de 500 ml) e tipos, comida típica, música tradicional o dia todo, muito movimento, alegria, comida e bebida!

Chopp escuro na Hofbräuhaus

Chopp escuro na Hofbräuhaus

O ambiente é alto astral e sentar numa das mesonas, pedir um chopp e um joelho de porco (ou linguiças bávaras, se preferir) é um programa imperdível!

O espaço é enorme, e abriga até 3 mil pessoas.

Segundo a wikipedia, “em 24 de fevereiro de 1920, foi realizado na Hofbräuhaus o primeiro evento político importante do Partido dos Trabalhadores Alemães (DAP). Nesse dia, Hitler apresentou o “Programa de 25 pontos” do Partido. Tal programa foi aprovado por uma audiência de 2.000 pessoas (segundo descrição contida em Mein Kampf). Em 8 de agosto do mesmo ano, o DAP passou a se chamar Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, mantendo o mesmo programa”.

Durante a segunda guerra o prédio foi destruído, de modo que a construção atual é mais nova do que suas pinturas tradicionais fazem parecer.

Curiosidade: quem não puder ir até Munique, pode checar a famosa cerveja em Belo Horizonte! A cervejaria abriu uma filial na cidade recentemente. Quem já conhece pode deixar a avaliação nos comentários!!

Dali fomos dar uma volta a pé pela cidade e ver alguns pontos interessantes, como a Marienplatz, praça onde ficam as prefeituras nova e velha. O interessante é que a prefeitura nova (neues rathaus) parece mais antiga do que a velha. Acontece que a antiga prefeitura foi destruída na segunda guerra e uma réplica (não muito caprichada) foi construída em seu lugar – já a nova não precisou de restaurações, e seu estilo gótico pode gerar confusão quanto à idade das duas.

Semáforo de pedestres em Munique. O sinal vermelho era o desenho de dois homens com um coraçãozinho, e o verde, duas mulheres. É muito amor em um semáforo!!

Semáforo de pedestres em Munique. O sinal vermelho era o desenho de dois homens com um coraçãozinho, e o verde, duas mulheres. É muito amor em um semáforo!!

A Marienplatz é o coração da cidade, e a partir dali você chega à maioria dos principais pontos turísticos de Munique a pé.

O relógio da nova prefeitura exibe uma “apresentação” de bonecos em algumas horas do dia. A cena representa um duelo sobre não-sei-o-quê. Espere pra ver a apresentação e perca minutos preciosos do seu dia – eita coisa sem graça!!

Para quem gosta de igrejas, ali pertinho também está a Alter Peter (Antigo Pedro). Não entramos, então não tenho nada a dizer sobre a igreja, mas dizem que a vista do alto de sua torre é muito bonita (se você quiser encarar os degraus para chegar lá).

Andamos perdidos por ali até o final do dia, observando as pessoas, a cidade, o sol…

Dia 2

O segundo dia da viagem foi reservado a museus.

Começamos o dia do Deutsches Museum, um museu de ciência e tecnologia.

Compramos os ingressos na hora e não tivemos problemas com isso, as filas era pequenas pela manhã.

O museu é gigantesco, e trata de diversos temas relacionados à tecnologia: há uma área reservada para astronomia, máquinas antigas, um pavilhão inteiro de calculadoras, um andar para aeronaves, outro para navios, e por aí vai.

Um navio e um dirigível dentro do museu? Aqui tem. E tem aviões também.

Um navio e um dirigível dentro do museu? Aqui tem. E tem aviões também.

Minha opinião: selecione o que ver e não perca tempo tentando passar pelo museu todo. Fizemos isso, e quando chegamos nas partes mais interessantes, já estávamos cansados de andar e de ver coisas que sequer entendíamos! É muuuita coisa lá dentro, selecione!

Depois do almoço (comemos em um restaurante de frutos do mar no Viktualenmarkt que não merece indicação, já que eu passei mal pra caramba) fomos para o Residenz.

O Munich Residenz, na realidade, é um palácio que serviu de morada para os governantes da bavária de 1508 a 1918. Foi construído como um castelo em 1385 e posteriormente transformado em um grande palácio.

Um salão impressionante no Munich Residenz

Um salão impressionante no Munich Residenz

Lá dentro há obras de arte, mobília original e lindos salões. Se você gosta de castelos e de viagens no tempo, esse é um bom passeio.

Ostentação no teto do Residenz

Ostentação no teto do Residenz

O prédio estava em obras quando fomos, por isso algumas alas estavam fechadas.

Depois fomos dar uma volta pelo Viktualienmarkt, um mercado a céu aberto com restaurantes, frutas, flores, doces, temperos, queijos, embutidos e outras coisinhas. É possível almoçar nos restaurantes por lá, comprar uns petiscos nas barracas e comer nas mesonas do biergarten dentro do mercado, ou simplesmente se satisfazer degustando as “amostras” oferecidas em várias barraquinhas!

Depois fomos dar uma caminhada pela Kaufingerstraße (leia Kaufinguer strasse), um calçadão de pedestres com muitas lojas. Mas a essa altura o almoço estragado começava a fazer efeito e tivemos que voltar para o hotel – o resto do dia foi perdido, e o jantar se resumiu a água e biscoito de sal, infelizmente.

Nunca mais como ostras durante uma viagem =(

Aguardem a continuação do roteiro de Munique no próximo post!!!

Beijinhos,

Madame Brum


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Rota Romântica: uma síntese

Olá Madames e Monsieurs!

Nos últimos posts eu falei sobre a viagem que fiz para a Rota Romântica no sul da Alemanha: dicas para se planejar; Würzburg e Rothenburg ODT; Augsburg; e Füssen e o castelo da Cinderela.

Rothenburg ODT

Rothenburg ODT

Nesse post eu vou fazer um resumão da Rota e indicar os hotéis em que me hospedei, para ajudar quem estiver planejando a própria viagem!

A rota:

mapa da rota

mapa da rota

Você pode fazer a rota de norte a sul, de sul a norte ou picada e intercalada com cidades fora da rota.

A primeira cidade ao norte da Rota é Würzburg, e a última ao sul é Füssen. Escolha seu roteiro de acordo com a as suas conveniências.

Eu comecei pelo norte, já que chegamos na Alemanha por Frankfurt e de lá pegamos um carro pra Würzburg. Terminando em Füssen, seguimos para Munique, onde devolvemos o carro.

Onde dormir em um roteiro de 4 noites:

Dentro das nossas preferências, optamos por dormir cada noite em uma cidade, nessa ordem:

  1. Würzburg (onde passamos meio dia);
  2. Rothenburg ODT (onde passamos um dia inteiro);
  3. Augsburg (meio do caminho entre Rothenburg e Füssen, onde passamos meio dia);
  4. Schwangau (vizinha de Füssen, onde passamos um dia inteiro).

Você pode preferir estabelecer bases e ficar indo e voltando para as diversas cidades, mas provavelmente passará mais tempo na estrada assim.

Cidades que visitamos:

Nós passamos pelas seguintes cidades:

  1. Würzburg;
  2. Rothenburg ODT;
  3. Dinkelsbühl;
  4. Nördlingen;
  5. Augsburg;
  6. Schwangau;
  7. Füssen.

Cidades imperdíveis:

neuchwanstein

Imperdível é um conceito muito pessoal, mas, na minha opinião, as melhores cidades da rota foram Rohenburg ODT e Füssen/Schwnagau (pra ver o castelo Neuschwanstein).

Hotéis:

Selecionando os hotéis, a meta era encontrar lugares confortáveis para dormir, que fossem limpos e agradáveis, mas cuja diária não ultrapassasse os 100 euros.

Foram estes os selecionados (clicando no nome do hotel você acessará o tripadvisor):

Würzburg:

B&B Hotel 

Endereço: Veitshöchheimerstr. 18 Würzburg, 97080

Avaliação: Bom e econômico. Estacionamento um pouco cheio. Não fica no centro histórico, mas chega-se lá em menos de 10 minutos de carro. Café da manhã não incluído. Com elevador e ar condicionado.

Rohenburg ODT

Hotel Spitzweg

Endereço: Paradeisgasse 2 91541 Rothenburg ob der Taube.

Avaliação: Hotel-pousada em uma casa tradicional no meio da cidade. Donos muito simpáticos e falantes. O café da manhã é um banquete – tem algumas coisas no buffet, mas a cada hóspede que senta pra comer o dono traz um bandeja enorme com frios variados e algumas frutas – mt bom e mt grande. Quartos espaçosos. Sem elevador nem ar condicionado.

Augsburg

City Hotel Ost am Kö

Endereço: Fuggerstr. 4-6, 86150 Augsburg, Baviera, Alemanha

Avaliação: Ótimo hotel. Bem localizado. Quartos espaçosos. Estacionamento é pago à parte, mas é pertinho e é barato. Café da manhã satisfatório.

Schwangau

Landgasthof Zur Post

Endereço: Münchener Strasse 5 87645 Schwangau

Avaliação: Hotel-pousada próximo ao castelo. Sem elevador nem ar condicionado. Boa localização para visitar o castelo e o lago. Gostei mais de Schwangau do que de Füssen (já era mais do mesmo, a essa altura da viagem). Café da manhã mais ou menos.

 

Espero que tenha sido útil!!

Não deixe de acompanhar os próximos posts, quando falarei sobre a próxima parada da viagem: Munique!

 

Beijinhos,

Madame Brum

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Alemanha no Verão: Rota Romântica (parte 2: Augsburg e outras cidades)

Olá, Madames e Monsieurs!!

Se vocês estão me acompanhando nesse roteiro, já viram os posts sobre Paris (aqui e aqui), sobre as dicas para a Alemanha e sobre a primeira parte da Rota Romântica.

Agora vamos seguir nossa Rota: saindo de Rothenburg od der Tauber logo após o café da manhã, pegamos a estrada B-25 (rota romântica) até Augsburg, parando em algumas cidadezinhas pelo caminho.

Nossa primeira parada foi…

Dinkelsbühl

Cidadezinha medieval construída entre muros, com arquitetura tradicional e cenário fofo!

A cidade é realmente uma graça, com suas casinhas com madeira exposta e flores nas janelas.

Rua do centro de Dinkelsbühl

Rua do centro de Dinkelsbühl

Passamos algumas horas na cidade, e deu pra ver que eles estavam organizando algum festival: havia pessoas com roupas medievais andando pelas ruas, e algumas arquibancadas montadas nas calçadas.

Arquitetura tradicional em Dinkelsbühl

Arquitetura tradicional em Dinkelsbühl

Infelizmente, não ficamos para ver, mas dizem que esses festivais das cidadezinhas do interior são muito animados!!

Cavalinhos alemães loiros namorando na rota romântica! Oowwwnn =)

Cavalinhos alemães loiros namorando na rota romântica! Oowwwnn =)

Se você for passar a noite por aqui, pode aproveitar uma tradição da cidade:  todas as noites, um vigia sobe a torre da igreja Saint Georg e grita lá do alto para avisar que a cidade não está sofrendo nenhuma ameaça. As encenações acontecem entre as 22h e meia noite, de meia em meia hora. Na época medieval, a cidade era alvo constante de ataques e incêndios. Por 1 euro você também pode subir as escadarias de madeira da torre para ver a cidade de cima.

Nördlingen

Saindo de Dinkelsbühl, continuamos nossa rota até pararmos em Nördlingen, outra cidade medieval intramuros.

A essa altura percebemos que as cidades estavam ficando um pouco iguais umas às outras, e eu já não via mais tantas novidades pelas ruas.

A cidade estava um pouco parada também, então não foi tão animado quanto as outras. Descobrimos que boa parte da graça dessas cidadezinhas são as pessoas vivendo suas vidas pacatas naquelas cidades de contos de fadas.

É como andar no vilarejo da Bela, do desenho a Bela e a Fera… “tudo é igual, nesta minha aldeia, sempre está, nesta mesma paz, de manhã, todos se levantam, prontos pra dizer… Bonjour!!”

Vilarejo de "A Bela e a Fera"

Vilarejo de “A Bela e a Fera”

OBS: eu sei que o vilarejo da Bela é na França, mas deve ser da região de Alsácia, com forte influência alemã – afinal o clima e a arquitetura são muito semelhantes!

Augsburg

Parando de divagar, seguimos nossa viagem até Augsburg, onde dormiríamos.

Por tudo o que eu tinha lido, eu achei que a cidade seria a mais sem graça do roteiro. Felizmente, estava errada!

Uma das avenidas no centro de Augsburg.

Uma das avenidas no centro de Augsburg.

Augsburg é uma cidade um pouco maior, seus traços tradicionais já se misturam com avenidas mais largas, características de uma das maiores cidades da Baviera. Augsburg foi fundada em 15 a.C, o que lhe garante o título de segunda cidade mais antiga da Alemanha.

Uma parte interessante da história da cidade remete à família Fugger. Ricos comerciantes da Idade Média, a família construiu, por volta de 1500, um complexo com 140 apartamentos e 67 casas chamado Fuggerei com a finalidade abrigar as pessoas carentes da cidade. As únicas condições exigidas para poder morar nos apartamentos eram ser de “boa índole”, ser trabalhador e católico.

O aluguel cobrado era simbólico: o morador deveria pagar anualmente alguns centavos de seu dia de trabalho, além de rezar três vezes por dia um Pai-Nosso e uma Ave-Maria em homenagem à família Fugger. Um ponto interessante é que as apartamentos ainda existem e abrigam moradores de baixa renda, o aluguel nunca foi reajustado, sendo hoje aproximadamente 0,88 euros por ano.

Além da história, a cidade conta com ruas agradáveis, comércio interessante e bons restaurantes. O centro histórico pode ser percorrido a pé, dispensando o uso do carro após chegar à cidade.

Tivemos sorte de encontrarmos um festival acontecendo na praça da prefeitura, com apresentações de música, dança, teatro e outras coisas! Foi muito agradável e passamos algumas horas ali assistindo aos talentosos europeus (tinha gente de vários lugares da Europa, não só da Alemanha).

Jantamos em um agradável restaurante próximo à praça da prefeitura, chamado Perlach Acht. Havia lido algumas boas referências e fiz a reserva. Chegando lá, o restaurante parecia meio sem graça – estava mais para um café do que um restaurante mesmo. Mas, como estávamos com a reserva feita, entramos.

Mais uma vez fui positivamente surpreendida! No fundo do restaurante havia um pequeno jardim com mesinhas, um cardápio enxuto mas gostoso, e vinhos agradáveis para acompanhar o jantar. Que noite agradável!

Um timtim ao Perlach Acht!

Um timtim para o Perlach Acht!

Depois do jantar ainda voltamos para assistir mais um pouco do festival, já que os dias no verão rendem muito (o sol se põe quase 22h!!).

Festival de Augsburg

Festival de Augsburg

E assim terminou mais um dia na nossa viagem pela Rota Romântica da Baviera!

Daqui, seguimos para Füssen, no extremo sul do país, para visitar o castelo da Cinderela e aproveitar nosso último dia pelas lindas cidadezinhas do interior do sul da Alemanha.

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Beijinhos,

Madame Brum

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Alemanha no Verão: Rota Romântica (parte 1: Würzburg e Rothenburg ODT)

Olá, Madames!

Depois de explicar sobre os preparativos da viagem, vamos à viagem em si!!

Saindo de Paris, pegamos um trem para Frankfurt. Devo dizer que viajar de trem pela Europa é agradável e prático, então não tivemos problema algum.

Na estação de trem de Frankfurt (Frankfurt HBF ou Frankfurt Hauptbanhof) nos dirigimos ao balcão da Sixt, empresa na qual havíamos reservado o carro que nos levaria pela estrada romântica.

***Abre parênteses para falar sobre o aluguel do carro***

Uma boa dica para aluguéis de carro é prestar atenção nos benefícios oferecidos pelo seu cartão de crédito. Cartões Visa e Mastercard oferecem seguro de danos materiais para o carro quando você aluga pagando com os respectivos cartões. Entranto nos sites de cada cartão você poderá ver as regras e coberturas, mas em geral é necessário pagar a reserva com o cartão e rejeitar o seguro oferecido pela locadora – se você contratar o seguro da locadora não terá direito ao do cartão.

Eu costumo usar o seguro de danos materiais oferecido pelo cartão (LDW ou CDW) e contratar mais o seguro de danos contra terceiros (LIS). Para mais informações sobre os tipos de seguro, sugiro ler esse post.

Outra dica importante: em todas as locadoras que eu já fui até hoje o atendente tentou me convencer de que o seguro do cartão não cobriria as minhas necessidades: em Las Vegas me disseram que o seguro era só subsidiário, e que só seria válido se também fosse contratado o seguro da locadora (mentira, se você fizer isso o seguro do cartão será perdido). Na Alemanha tentaram nos convencer que o seguro do cartão não cobriria o aluguel de mini SUV (mentira também, eles só não cobrem carros esportivos, tipo uma Ferrari ou coisa assim). Por isso é bom ler bem os termos do seguro do cartão para não cair na ladainha das locadoras.

***Fecha parênteses***

Com os papéis do aluguel do carro e com a chave na mão, saímos da estação até uma rua comercial imediatamente em frente para comprarmos um chip de dados para o nosso celular. Como disse no post anterior, contamos com o google maps nessa viagem, ao invés de utilizar o GPS embutido no carro.

Meu plano era ir até uma loja da O2 logo na frente da estação, comprar um chip de dados e voltar, mas o atendente me informou que eles estavam se chips pré-pagos!!! Felizmente, ele nos apontou um cyber café imediatamente na frente da loja onde eu poderia encontrar diversos chips de várias operadoras. O próprio atendente do cyber café sugeriu que eu levasse o chip de 3 gigas da Lebara, que, segundo ele, tinha o melhor preço (realmente, era bem mais barato do que o chip que eu havia planejado comprar).

Com o chip de dados funcionando, pegamos o carro, definimos nosso primeiro destino no GPS e partimos para Würzburg!!

Não, não passeamos nem um pouquinho em Frankfurt – estávamos ansiosos pela Rota Romântica!

Würzburg

Chegamos na cidade no meio da tarde, fizemos o checkin no hotel e fomos passear.

O hotel escolhido foi o B&B hotel. Trata-se de uma rede low cost da Alemanha, onde tivemos estacionamento gratuito, quartos limpos e cama confortável por um preço razoável. Os quartos não eram grandes, mas não faltou espaço, e o café da manhã foi pago à parte. A rede é um pouco parecida com a Ibis, que tem no mundo todo: não propõe nenhum luxo, mas lhe garante todo o necessário: limpeza, conforto, estacionamento e wi-fi.

O único contra do hotel é que ele não ficava perto do centro histórico. Assim, não foi possível ir andando para a parte mais interessante da cidade: tivemos que pegar o carro e quebrar a cabeça com as regras de estacionamento da cidade (para mais informações sobre o estacionamento, veja o post anterior).

Würzburg foi destruída durante a 2a Guerra Mundial, e lentamente reconstruída depois.

A catedral da cidade, Dom St. Kilian, é a 4° maior igreja românica da Alemanha. Foi construída em 1045, e suas torres foram adicionadas quase 200 anos depois. Em 1945 a Catedral foi totalmente queimada e a sua restauração só terminou em 1967.

Bürgerspital é uma instituição de caridade fundada em 1319 e voltada para o atendimento de doentes e idosos. Para gerar renda, a instituição possui um vinícola e produz vinhos para venda e degustação.

Juliusspital, fundada em 1576, é uma das maiores instituições da caridade do país, e também produz vinhos que estão à venda na cidade.

No alto da cidade é possível ver a fortaleza de Marienberg, cercada por vastos vinhedos.  Em 707 foi erguida no local uma igreja e, em 1201 um palácio foi construído. Este palácio serviu de residência para os príncipes-bispos da cidade de 1253 até 1719, quando os bispos resolveram construir a uma nova morada no centro da cidade (Residenz). A visita à fortaleza é interessante. Lá em cima você poderá ter uma vista legal da cidade e conferir os museus instalados na antiga fortificação.

Passeio entre os muros da fortaleza.

Passeio entre os muros da fortaleza.

Vale a pena passar um tempinho fingindo que o tempo parou entre os muros de Marienberg!

Depois de saírem de Marienberg, os príncipes-bispos de Würzburg se mudaram para Residenz, um palácio construído em 1744. Seus jardins são muito bonitos, e seu interior conta a história da destruição e da resconstrução do prédio após a 2a Guerra Mundial. Não cheguei a entrar pois já chegamos após seu horário de fechamento, mas os jardins são bastante agradáveis.

Os jardins de Residenz

Os jardins de Residenz

A melhor atração da cidade, no entanto, é a ponte Alte Mainbrücke. Não pela ponte em si, mas pela vida que se desenvolve por ali no final da tarde e à noite.

São músicos de rua, artistas e locais que se reúnem na ponte para tomar uma cerveja ou um vinho por ali.

Ponte Alte Mainbrücke

Ponte Alte Mainbrücke

Achei muito agradável gastar algumas horas pelo centrinho histórico, apreciando o clima festivo que surgia ao redor da ponte.

Paramos para comer no restaurante Alte Mainmühle, no pé da ponte, onde ficamos observando o pôr do sol (se quiser comer por lá é conveniente fazer reserva).

Vista do restaurante Alte Mainmühle.

Vista do restaurante Alte Mainmühle.

Foi nesse restaurante que eu fui apresentada, pela primeira vez, às “modestas” porções de comida da Baviera:

"Uma porção de salsichas, por favor"

“Uma porção de salsichas, por favor”

Rothenburg Ob Der Tauber

No dia seguinte saímos de manhã rumo a Rothenburg ob der Tauber.

O plano inicial era para em algumas cidadezinhas no caminho, como Bad Mergentheim, Röttingen e Creglingen, mas eu estava ansiosa para conhecer Rothenburg ODT e decidimos ir direto pra lá e curtir a cidade com calma.

Honestamente, não me arrependo – que cidade mais linda! Parece até de brinquedo!!

O nome da cidade remete a Rote Burg (fortaleza vermelha) ob der Tauber (acima do rio Tauber).

Uma lenda ronda a cidade: a cidade, protestante, teria sido cercada por tropas católicas, que planejavam destruí-la. O prefeito da cidade, no entanto, foi negociar com os inimigos, que propuseram uma aposta: se ele conseguisse beber, de uma só vez, 3,25 litros de vinho, a cidade seria poupada. Reza a lenda que o prefeito conseguiu tomar todo o vinho, salvando a cidade e se tornando um herói local!

Muralha que cerca o centro de Rotheburg

Muralha que cerca o centro de Rotheburg

Até hoje as pessoas bebem vinho “para salvar a cidade”, e o relógio do prédio do Conselho Regional faz referência ao “evento”.

A Marktplaz abriga a prefeitura e diversas lojinhas interessantes, cheias de relógios cuco, enfeites de Natal, sorvetes, artigos medievais, miniaturas fofas e coisinhas lindas.

Ali também ficam o museu do Natal e a loja de Natal, cheia de artigos natalinos o ano todo! Uma delícia passear lá dentro!

Ali perto também você encontrará a esquina mais famosa da cidade:

Rothenburg ODT

Rothenburg ODT

A cidade é cheia de cantinhos lindos, mesinhas na rua e ambientes agradáveis.

Rothenburg, sua linda!

Rothenburg, sua linda!

As lojinhas da cidade são uma atração à parte. O que você acha de uma loja só de artigos medievais (de espadas a roupas)??

loja de artigos medievais em Rothenburg

loja de artigos medievais em Rothenburg

Nós nos hospedamos em uma pousada antiga bem no centro da cidade, chamada Spitzweg. Basicamente uma casa de três andares, com quartos nos dois andares de cima, deixando o térreo para a recepção e um restaurante.

A pousada é administrada por um casal de velhinhos muito simpáticos. A senhora só falava alemão, mas o risonho senhor falava inglês e até arriscou falar um pouquinho de português (bem pouquinho, só pra agradar).

Falava alegremente sobre como o Brasil é maravilhoso e sobre as partes que já conhecia do país. Foi bastante atencioso também em indicar restaurantes para comermos e passeios para fazer. Recepção agradabilíssima!

O café da manhã, incluído na diária, foi mais uma amostra dos exageros alimentares alemães: um grande prato de pães, frios e frutas nos foi servido assim que chegamos no salão do café, isso sem contar o buffet e as bebidas disponíveis – era comida suficiente para quatro pessoas, talvez mais!

Almoçamos no restaurante desta pousada.

Pousada com restaurante agradável próximo à muralha.

Definitivamente uma cidade encantadora!

 

No próximo post falarei sobre Augsburg e as cidades e visitamos no caminho a partir de Rothenburg.

 

Beijinhos,

Madame Brum

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