Lojas que eu amo nos EUA

Olá, Madames!!

Saindo um pouquinho do tema “maquiagem”, hoje vou falar de roupas!

Mais especificamente: lojas que sempre dou uma passadinha quando estou viajando pelos Estados Unidos.

É bem verdade que o dólar está nas alturas e fazer compras nos EUA já não é um negócio tão interessante como era há pouco tempo atrás, mas ainda é difícil viajar pras terras do Tio Sam e não dar nem uma checadinha nas lojas e outlets de roupas por lá, né?

Na primeira vez que viajei não comprei nada de roupas – era fevereiro em Nova York, estava frio pra caramba e tirar todas as camadas de casacos para experimentar roupas em lojas aleatórias que eu desconhecia estava fora de cogitação.

Com as outras viagens eu fui aprendendo devagar e identificar algumas lojas que eu gosto mais, que vestem melhor em mim ou têm preços que realmente valem a pena.

Depois de algumas idas praquelas bandas, eis a lista das minhas lojas de roupas favoritas dos EUA!

Apenas para lembrar: essas são lojas que vestem bem em mim e que são compatíveis com o meu gosto.

Como referências gerais, posso dizer que tenho o biotipo longilíneo, sou bem alta (1,78) e tenho um estilo clássico. Se você se identifica, vai fazer a festa nessas lojas:

1 – Express:

express

Essa loja foi indicação de uma amiga e uma grata surpresa! Com vários endereços em Nova York (inclusive uma loja na Times Square), esse é o paraíso das roupas sociais super coringas.

Eu não consegui comprar calças aqui, elas não eram grandes o suficiente para minhas longas pernas, mas as blusas abastecem o meu armário há anos. São blusas e camisas sociais com cortes clássicos e disponíveis em dezenas de cores: eu experimentava uma blusa e, quando gostava, já comprava em três ou quatro cores diferentes.

Uma blusa, várias cores.

Uma blusa, várias cores.

A loja tem roupas casuais também, mas eu passei por lá quando estava trocando de emprego e me joguei nas roupas sociais.

2 – Calvin Klein

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Eu nunca dei bola pra Calvin Klein aqui no Brasil. Aliás, só conhecia a Calvin Klein Jeans e achava que era só uma grife superfaturada.

Mas quando vi as lojas nos EUA fiquei surpresa com duas coisas: a elegância dos vestidos e os preços amigáveis! Novamente, o meu foco na loja foram as roupas para trabalhar, mas mesmo as roupas casuais lá são bem interessantes! Pra se ter uma ideia, na liquidação de janeiro eu comprei um lindo casaco de couro por R$59 dólares!

Mas os vestidos… ah, os vestidos são um caso de amor pra mim! Adoro o estilo ladylike e os modelitos da Calvin Klein caem como uma luva pra mim!

Vestidos Calvin Klein

Vestidos Calvin Klein

Eu amo os vestidos no estilo do primeiro da foto acima – eles não são tão fáceis de achar no Brasil, mas a Calvin Klein me entende e faz vestidos sociais rodados que valorizam a cintura e deixam a gente bem lindinha! <3

3 – Sacks Fifith Avenue

sacks fifth avenue

 

Sim, essa loja é uma fortuna. O reduto de marcas chiques e caras.

Maaaaaas…. existe outlet!!!

Sim, outlet da Sacks Fifth Avenue é o lugar onde eu passo mais tempo quando vou a outlets nos EUA!!

A loja é cheia de vantagens: vende marcas maravilhosas, que normalmente seriam inacessíveis, por preços ridículos – já comprei vestidos para trabalhar por 20 dólares, e vestido de festa por 50 dólares. Além disso, os brasileiros parecem desconhecer essa loja, o que garante que quando você entrar, ela não estará apinhada de gente e, quando chegar no Brasil, não encontrará pessoas com a mesma roupa que você em cada esquina.

É importante prestar atenção nas placas acima das araras: eu vou direto nas araras onde está escrito “50% off”, o que significa que a loja dá 50% de desconto sobre o preço da etiqueta das roupas (que já estão mais baratas do que o normal).

É um lugar ótimo para boas compras!!

Como a loja é multimarcas, você vai encontrar centenas de grandes marcas (umas conhecidas, outras que você nunca ouviu falar), desde Calvin Klein, passando pelas coleções próprias da Sacks até Donna Karan ou Ivanka Trump!

 4 – White House | Black Market

whitehouseLogo

 

Essa loja eu achei por acaso. Entrei por causa de um vestido lindo que estava na vitrine, mas lá dentro descobri que no fundo da loja sempre tem umas araras com as peças em promoção – super promoção!

Também acho que são roupas boas pra trabalhar, mas já encontrei algumas peças mais casuais com bons preços também!

white house

Já entrou pra lista de lojas que eu sempre dou uma olhadinha!

 

É claro que eu não resisto a dar uma checadinha em lojas que todo brasileiro adora, como Tommy Hilfiger, Michael Kors, Victoria Secrets, Lacoste… mas confesso que nunca faço muitas compras nesses lugares. Acontece que tem tanta gente usando as peças dessas marcas que quando chegamos na loja nada parece ser novidade, e a sensação de “mais do mesmo” me impede de achar as coisas tão interessantes.

 

Alguém tem mais alguma dica de loja “imperdível” em território gringo??

 

Beijinhos,

Madame Brum

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2 dias em Los Angeles

Finalmente vou falar sobre a última parte da viagem de janeiro!

Depois de Las Vegas e do Grand Canyon, demos uma esticada até a Califórnia para conhece Los Angeles!

A maior parte das pessoas com quem eu falei não se impressionaram muito por Los Angeles. A opinião geral era de que a cidade era muito comercial e pouco interessante para o turismo. Todo mundo reclama também do trânsito.

Tendo isso em mente, tomamos algumas decisões:

1) A gente não precisava ficar próximo à Las Vegas Boulevard. A localização central é boa para visitar a calçada da fama e o Chinese Theater, mas não pretendíamos gastar mais do que algumas horas nessa área, e ficar hospedado por ali, além de caro, só iria garantir muito trânsito para irmos em qualquer direção.

2) Deixamos para visitar a cidade no final de semana. Sábado e domingo o trânsito tende a ser mais leve, já que o horário de rush comercial deixa de ser um problema.

Eu queria muito visitar os estúdios da Warner, e o meu marido queria ir ao parque Six Flags, famoso por suas montanhas russas.

Somamos à programação uma ida à calçada da fama, Beverly Hills e Pier Santa Mônica, e nossos dois dias já estavam lotados!

Alugamos um carro em Las Vegas logo cedo e pegamos a estrada rumo a Los Angeles numa sexta feira. Em 4 horas e meia estávamos chegando no hotel.

A estrada é bem tranquila: pistas boas e largas atravessando o deserto. Percebi que não tinha iluminação nem muitos acostamentos, o que pode ser um problema pra quem viaja à noite, mas de manhã não tivemos contratempo algum.

Fizemos o check in no hotel: Amarano Burbank, em Burbank.

Pra quem não sabe, Los Angeles não é exatamente uma cidade, mas um agrupamento de cidades. Ou algo assim. Burbank fica em Los Angeles, mas é uma cidade do outro lado das colinas de Hollywood. Fica a uns 15 minutos de distância da Las Vegas Boulevard, mas já foge do tão mal falado trânsito de West Hollywood (onde fica a LV Boulevard).

A principal razão para termos escolhido essa região foi a proximidade dos estúdios da Warner e do parque Six Flags, que eram as programações prioritárias da viagem.

Voltando ao roteiro: deixamos as malas no hotel e fomos direto fazer o tour pelos Estúdios da Warner!

O tour leva cerca de 2 horas e a programação varia de acordo com os estúdios disponíveis para visitas. Conseguimos visitar os locais de gravação abertos, além dos estúdios do show da Ellen Degeneres e de Big Bang Theory (YAY!!). Não é permitido tirar fotos dentro dos estúdios por causa dos direitos autorais =/

Roupa do Batman no último filme

Roupa do Batman no último filme

No começo do tour o guia pergunta aos visitantes quais são seus shows favoritos, e tentam adaptar a visita para que atenda às preferências manifestadas.

Além disso, visitamos o famoso cenário de Friends, que é mantido montado apenas porque faz muito sucesso entre os turistas. O normal seria desmontar o cenário de uma série que já não é mais gravada há 10 anos (!!!), mas eles decidiram apenas transferir para um lugar em que o Central Perk pudesse ficar montado e os visitantes pudessem tirar uma foto no famoso sofá!

A famoso sofá de Friends no Central Perk

A famoso sofá de Friends no Central Perk

Também há uma espécie de Museu do Batman, onde ficam os batmóveis e outros equipamentos usados nos diversos filmes do morcego. Achei bem interessante descobrir que os carros realmente funcionam, não são apenas cenográficos!

batmovel museu warner

Batmóvel no museu da Warner

No Museu da Warner há itens dos filmes do Batman e do Harry Potter.

Chapéu seletor do Harry Potter. Como assim ele me colocou na Lufa-lufa? Eu seria uma ótima Corvinal!

Chapéu seletor do Harry Potter. Como assim ele me colocou na Lufa-lufa? Eu seria uma ótima Corvinal!

O tour termina na lojinha da Warner, onde dá vontade comprar tudo, mas a gente não levou nada =P

À noite fomos conhecer a tão famosa Las Vegas Boulevard, com sua calçada da fama e teatros famosos por tapetes vermelhos.

Não é um passeio demorado, porque não há tanto o que ver ali, mas me diverti um pouco procurado pegadas famosas na frente do Chinese Theater.

Pés e mãos do Samuel L Jackson

Pés e mãos do Samuel L Jackson

O sábado foi dedicado ao parque Six Flags, que fica a menos de 30 minutos de distância de Burbank.

Resumo do dia: montanha-russa. Montanha-russa de frente, de costas, de cabeça pra baixo, girando, caindo, rodando… Não vá se não gostar de montanhas-russas!

Six flags

Uma dica importante é comprar o bilhete antes da viagem, pela internet. Aí é só chegar lá e pegar uma fila pequenininha para trocar o voucher pelo ingresso. Pela internet há, ainda, um desconto considerável no preço!

Deixamos pra comprar lá e pegamos uma fila enorme. Ainda caímos no papo da senhora do caixa, que nos convenceu que o passe anual era o mesmo preço do passe de um dia. De fato era o mesmo preço, mas o passe anual exige um registro antes de entrar no parque, o que nos levou a OUTRA fila enorme – uma baita perda de tempo, já que obviamente eu não vou voltar ao parque em menos de um ano!

Enfim, não cometa meus erros.

Outra coisa que eu percebi é que o Six Flags não é nem de perto tão organizado quanto os parques da Disney. As filas têm plaquinhas com a previsão de tempo de espera para cada brinquedo, mas elas estavam quase sempre erradas! Na maior parte do tempo, esperamos muito mais tempo na fila do que o previsto.

E nem adianta tentar ir num dia mais calmo, como uma terça feira, para pegar menos filas: na maior parte do ano o parque só abre nos finais de semana.

À parte disso, se você gosta de montanha-russa, esse é o seu lugar! (Mas, pra falar a verdade, o “kabum” do Lex Luthor dá ainda mais medo do que qualquer montanha russa do parque).

No domingo tínhamos apenas a manhã livre, antes de voltar pra Vegas. Levantamos cedo e fomos conhecer Beverly Hills, com suas palmeiras imperiais, mansões e carrões.

Beverly Hills

Beverly Hills

Não encontramos a casa de nenhum famoso, mas não nos esforçamos muito também (sou uma péssima tiete).

De lá seguimos para o píer Santa Mônica, ver como é o mar do outro lado do continente. O parque de diversões do pier é cenário famoso em filmes da Califórnia, e mesmo não sendo nada demais (pelo menos não depois de ir ao Six Flags, né), tenho que admitir que a roda gigante fica charmosa à beira-mar.

Píer Santa Mônica

Píer Santa Mônica

Depois disso retomamos nosso caminho para os últimos dias da viagem a Las Vegas, já contados nesse post.

 

Em conclusão: Los Angeles vale a pena, sim, desde que você selecione bem quanto tempo ficar e o que realmente te interessa ver. Talvez não seja a cidade mais fácil de ser amada à primeira vista, mas nada que uma boa pesquisada no Google antes de organizar a viagem não resolva!

 

Alguém tem dicas imperdíveis de Los Angeles?

Só não me venha dizer que foi assistir a uma gravação de Big Bang Theory na Warner, porque eu tentei e não consegui (não houve gravação no período que estaríamos viajando), então eu vou morrer de inveja, ok? Rsrsrsrs

 

Beijinhos,

Madame Brum

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Um dia no Grand Canyon

Oi oi!!!

Continuando os posts sobre a viagem a Las Vegas do começo do ano (perdeu os posts anteriores? Veja aqui e aqui), hoje eu vou contar sobre a “esticadinha” até o Grand Canyon!

Grand Canyon

A primeira coisa que descobrimos quando fomos organizar essa parte da viagem é: o Grand Canyon é grande DEMAIS!!

Ele atravessa alguns estados americanos, e a maior parte dele é área de preservação com regras super rígidas para a visitação.

Estando em Las Vegas, só é possível visitar em um “bate-e-volta” o West Rim, que é uma ponta do Grand Canyon onde funciona uma reserva indígena. Os índios locais organizaram o turismo por lá, e é possível chegar a até essa entrada dirigindo cerca de 2 horas e meia a partir de Las Vegas.

As demais entradas são muito mais longe, e exigem uma programação muito maior para serem visitadas – até porque são muito mais distantes e exigem ao menos uma pernoite no local.

Dizem que o West Rim é a parte mais simplória do Grand Canyon, e os demais lados (North e South Rim) são muito mais impressionantes. Eu só fui no West Rim e não tenho como comparar, mas posso dizer: se esse é o lado menos impressionante, o resto deve ser incrível! Achei lindo demais!!

Muito bem.

Saindo de Las Vegas para o West Rim você terá cerca de 2 horas e meia de estada pela frente. Todo o trajeto está asfaltado atualmente, e as estradas são boas. Até a metade da viagem segue-se pela Interestadual I-95, que é ótima, bem sinalizada e com várias pistas.

Depois é necessário pegar uma estrada com apenas uma pista em cada sentido que adentra o deserto enquanto você passar por vilarejos que parecem saídos dos antigos filmes de bang-bang. Ainda assim, é uma estrada sem buracos ou imprevistos.

Preste muita atenção nos limites de velocidade das estradas menores! Há escolas e travessias próximas à estrada, e em vários trechos o limite é bem baixo – e há policiais à espreita. Eles surgem “do nada” se você ultrapassar a velocidade.

Pra fazer essa viagem, alugamos um carro em Las Vegas.

Aproveitamos pra matar duas vontades de uma vez só: dirigir um carro maneiro e conhecer o Grand Canyon!

Alugamos um Camaro SS 2015 na Hertz do Ceasar’s Palace por um dia, ajustamos o GPS e pegamos a estrada!

Camaro SS Vegas

Tirando foto do carro no acostamento da estrada.

Estava frio pra caramba, mas eu nunca tinha dirigido um conversível e precisava experimentar a sensação, então achei boa ideia dirigir com a capota abaixada por um tempo.

Congelei e fechei a capota, rsrsrs!

No caminho demos um passada pelo Hoover Dam, que fica no meio do caminho: trata-se de uma represa localizada no rio Colorado, entre os Estados de Nevada e Arizona.

Depois seguimos até o Grand Canyon, onde é necessário pagar uma tarifa de entrada para pegar o ônibus que vai aos três pontos da reserva dos Hualapai. É necessário pagar U$43,42 por pessoa para fazer o trajeto, ou U$80,94, se você quiser ir até o Skywalk, que é uma passarela transparente sobre o precipício do Grand Canyon!!

grand canyon

Você pode checar todos os preços e pacotes no site dos Hualapai.

Em Vegas há algumas empresas que vendem o passeio até o Grand Canyon de helicóptero também. É mais caro, mas deve ser bem interessante.

Dentro da reserva você precisa pegar o ônibus de lá. Esse ônibus para em três pontos: uma réplica de uma antigo vilarejo do velho oeste, onde também ficam os quartos para quem quer pernoitar por lá; o Eagle Point, primeiro ponto de observação; e o Guano Point, segundo ponto de observação.

madame brum no Grand Canyon

Fazendo firula no precipício.

O lugar é lindo! Inesperadamente bonito para uma região tão árida.

São milhões de anos de vento e água esculpindo as pedras em desenhos bem peculiares.

madame brum no grand canyon

É muuuuuito alto.

A gente se sente pequenininha lá no meio.

grand canyon

 

Depois de tirar 3 mil fotos das pedras, hora de voltar!!

Normalmente a volta é uma coisa cansativa, mas… dirigir de volta era parte da diversão!!! =D

 

.dirigindo camaro grand canyon

 

É claro que nem todo mundo gosta de pegar estrada, ou se diverte só porque está dirigindo um carro diferente no meio do deserto. Pra mim isso seria um passeio por si só, mas foi coroado com algumas horas no Grand Canyon!!

Agora eu fiquei doce!

Agora eu fiquei doce!

Pra quem curte a diversão de dirigir um carro que você nunca compraria, achei ótima a ideia de alugar um esportivo pra pegar a estrada por um dia.

pôr-do-sol na estrada

pôr-do-sol na estrada

Mas se você curte muito dirigir carros diferentes, pode se aventurar em um programa como o Exotics Racing, pra poder dirigir carros como Ferraris ou Lamborghinis em ums pista de corrida. Só é preciso preparar o bolso: 5 voltas numa Ferrari F430 custa mais do que o dobro do que pagamos por 24 horas de Camaro. Mas não tínhamos um autódromo pra acelerar, né?

Em resumo: pra quem não conhece nada de Grand Canyon, o passeio foi maravilhoso e valeu muito a saída de Vegas!!

Pra quem é mais aventureiro, pode ser muito legal fazer o passeio até as outras costas do Grand Canyon, mas nesse caso é preciso ter mais tempo e se planejar um pouco mais.

Quem já visitou outras partes do Canyon? Será que faltou fazer alguma coisa nesse trajeto??

Beijinhos,

Madame Brum

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6 dias em Las Vegas – Parte II: curtindo a cidade

Olá, Madames!!!

No último post eu falei um pouco sobre aeroporto, hotéis e transporte em Las Vegas, ou seja: primeiras informações para organizar a viagem.

Agora vamos para a parte mais legal: curtir a viagem!

Algumas informações iniciais: os nossos 6 dias em Vegas não foram 6 dias inteiros. Chegamos à cidade numa segunda feira pela manhã, o que já tomou metade do primeiro dia só para “chegar” (imigração, malas, táxi, check-in, longo banho pra se recuperar de 17 horas de vôo… essas coisas).

Assim, seria mais justo dizer que foram 5 dias e meio em Vegas.

Além disso, tiramos um dia para ir ao Grand Canyon uma parte do último dia para fazer umas comprinhas no outlet (mania de brasileiro, né? Não aguentamos ir aos Estados Unidos e não dar um pulinho no oultet!).

Começo pelos passeios em Las Vegas propriamente dita!

O que fazer em Las Vegas

O primeiro passeio, óbvio e inevitável, é conhecer os hotéis.

Pode parecer besteira passear em hotel, mas em Vegas os hotéis são verdadeiras atrações. A hospedagem é uma pequena parte das atividades exercidas por eles!

Passamos por alguns: o Bellagio é lindo, enorme e inspirado na Itália. Pode ser considerado o “ponto zero” da Strip, já que a maior parte das coisas interessantes está localizada ao redor dele.

Passeando pelo hotel você pode encontrar coisinhas singelas, como um enorme jardim interno com decoração que muda sazonalmente. Quando chegamos na recepção do Bellagio havia o enorme jardim (todo de flores naturais) estava com uma temática chinesa, em homenagem ao Ano Novo chinês que seria dentro de alguns dia.

Jardim interno Bellagio

Jardim interno do Bellagio

Não está bom o suficiente? Adicione alguns flautistas com música ao vivo, então!

O telhado de vidro é um charme à parte, mudando a iluminação do local ao longo do dia.

Ao redor do jardim, lojas de grifes caríssimas para os mais abastados se divertirem com as compras.

Tudo em Vegas é singelo, elegante e discreto #SQN.

Estátua Cavalo BellagioQue tal uma estátua de cavalo toda espelhada no meio do hall?? Rsrsrsrs

Exagero é palavra de ordem na decoração. Como nessa fonte de chocolates exposta em uma das docerias(Jean Phillippe) dentro do hotel:

fonte de chocolate Jean Phillippe

O cassino é bem grande, com muitas luzes, máquinas, roletas, mesas de cartas jogos para todos os gostos.

Há ainda um Buffet do tipo “coma à vontade”, onde fomos uma vez no café da manhã (que virou brunch que virou almoço porque a gente comeu demais). Havia várias ilhas com cafés da manhã para agradar qualquer nacionalidade, desde pãezinhos e cafés até macarrão, salsicha, bolinho de porco e arroz (aparentemente, em algum lugar do mundo é normal comer arroz com porco no café da manhã). É, no mínimo, interessante!

Mas a melhor parte do Bellagio está do lado de fora: na frente de todo o hotel há um lago enorme, com dezenas de jatos de água que garantem um show de águas maravilhoso!

Os shows acontecem a partir das 18h em intervalos regulares, e contam com uma dança de águas com luzes e música. Dura entre 5 e 10 minutos e vale a pena parar pra ver.

fontes do Bellagio

As fontes do Bellagio de exibindo.

Ao lado do Bellagio fica o Ceasar’s e o The Forum Shops (área de restaurantes e compras do Ceasar’s). Esse hotel é inspirado na Roma antiga. Tudo é grandioso e exagerado, claro, e o hotel conta com: uma Fontana di Trevi, uma Fontana de Quattro Fiumi, um Coliseu e dezenas de estátuas espalhadas por todo lugar.

Forum shops

“praça ” dentro do Forum Shops – ao centro, uma enorme fonte ao estilo Romano.

Essa área ao redor da Fonte da foto acima era bem agradável, com um restaurante italiano bem gostosinho ao lado da fonte e sob o céu (teto) azul 24 horas por dia.

Em uma das pontas do Forum Shops acontece um teatro ao vivo com animatronics de hora em hora. Dura alguns minutos e é gratuito – você pode fazer um lanche no Cheesecake Factory ou passear na Apple ou na Sephora enquanto espera dar a hora!

Do outro lado da rua tem o Paris, com sua singela Torre Eiffel a poucos passos do Arco do Triunfo. A estrutura do Paris é mais antiga, e achei o hotel mais bonito por fora do que por dentro. De qualquer forma, os corredores internos imitam ruazinhas do interior da França, que seriam muito agradáveis se não fossem tão lotadas!

Também visitamos o Venetian, inspirado em Veneza. Dá pra ver que a Itália faz sucesso em Vegas, né?

Como não dá pra querer ser Veneza sem ter gôndolas, providenciaram canais no meio do hotel e gôndolas com gondoleiros cantantes pra você passear, se quiser.

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Por último, fomos ao Wynn: um hotel lindíssimo, super moderno e elegante, no qual não ficamos porque estava muito caro!

Esse hotel também tinha lindos jardins internos, além de lustres lindos que ficavam subindo e descendo (sério) parecendo flutuar sobre nossas cabeças.

Você está no meio do deserto e no deserto não tem cachoeira? Imagina! No Wynn tem! E é enorme! Mas eu esqueci de fotografar =(

Passamos rapidamente em outros hotéis também, mas esses foram os mais bonitos!

Shows

São muitos shows pela cidade toda, e para todos os gostos! Gostaríamos de ter visto algum evento de UFC, mas as lutas aconteceram na semana anterior e na posterior à que estávamos lá, e não foi possível.

Acabamos assistindo a dois shows fixos: o Le Rêve, no Wynn, e o Love, no The Mirage.

O show Le Rêve é indescritível! é diferente dos shows de circo que eu já vi porque acontece na água. Ele não é do Cirque du Soleil (que também tem um show nas águas, chama-se “Ô” e acontece no teatro do Bellagio), é um grupo independente, mas é incrível!

Le Rêve

O show consegue garantir novidades o tempo todo, com acrobacias não só impressionantes, mas lindas de se ver! Quando você acha que já entendeu tudo o que pode ser feito naquela piscina a piscina abre e sai uma fonte com fogo do meio, ou alguém pula de uma altura mais alta do que o teto, surgindo de um buraco no alto da lona.

Le rêve

Lindo, lindo, lindo! Mantém a emoção em níveis elevados durante todo o show!

Dica: nesse espetáculo o melhor é ficar num assento um pouco mais alto. Mesmo as últimas cadeiras têm uma vista boa do show. Se você se sentar muito embaixo vai sair molhado e não vai ver o palco todo da mesma forma.

O outro show que fomos foi o Love, um Cirque du Soleil em homenagem aos Beatles.

Acho que eu fui com expectativas muito altas, porque gosto bastante de Beatles e de Cirque, mas sei lá…

Se você ler os comentários no Trip Advisor vai ver que as opiniões se dividem entre “amei” e “odiei”. Eu já sabia que estava mais pra musical do que pra circo, mas ainda assim me decepcionei. Achei um musical mais bagunçado. Ok, era uma “bagunça organizada”, mas não me impressionou. E olha que eu gosto de Beatles, gosto de circo e gosto de musicais! Mas não deu certo pra mim, fazer o quê?

Outras coisinhas pra fazer por lá

Há muuuuita coisa pra se fazer em Vegas, mas algumas são bem caras e outras simplesmente não serão o seu perfil.

É possível passar um dia treinando golfinhos no The Mirage, ver animais selvagens no Flamingo ou um tanque de tubarões no Mandalay Bay.

Dá pra pagar para operar escavadeiras; alugar carros exóticos; se casar (legalmente) / renovar votos em uma das capela espalhadas pela cidade ou visitar alguns dos museus da cidade, como o museu da máfia ou o museu do Neon.

Enfim… pesquisando no Trip Advisor dá pra ver a variedade de coisas que podem ser feitas por lá.

Nossas escolhas foram:

1- Dar uns tiros no Battlefield Vegas, onde você paga um valor para dar uma certa quantidade de tiros com cada arma escolhida. ,

Não vou colocar fotos porque, apesar de ter achado uma programação interessante, não curto divulgar armas no blog.

2 – Ir ao Stratosphere ver Las Vegas do Alto (a torre de observação no alto do hotel está a 108 andares de altura) e curtir alguns brinquedos pendurados lá em cima. Há três brinquedos no alto do hotel: o Big Shot; o Insanity; e o X-Scream. Há, ainda, um SkyJump, pra você pular lá de cima até a base do hotel!

Xscream stratosphere vegas

X-Scream

O hotel em si é bem antigo e um tanto decadente, mas os brinquedos funcionam bem e garantem um pouco de adrenalina.

3 – Visitar Downtown: Freemont Street, Gold & Silver Pawn e Container Park.

Las Vegas, como a conhecemos, começou na região conhecida como Downtown. É um pouco afastada no miolo da Strip, mas pode valer um dia de passeio.

Lá fica a Freemont Street Experience: uma rua repleta de cassinos e muito neon, com um telhado onde são projetados vídeos à noite. Just some Old Vegas.

Freemont Street ainda de dia, sem as projeções no teto.

Freemont Street ainda de dia, sem as projeções no teto.

Nessa rua tem coisas engraçadas, como uma tirolesa no meio da rua ou uma hamburgueria chamada Heart Attack Grill, onde tudo é mega ultra gorduroso e pessoas com mais de 150kg comem de graça.

Heart Attack Grill

Heart Attack Grill

Fomos também ao Gold & Silver Pawn, loja de penhores que ficou famosa pelo reality show do canal History chamado “Trato Feito”. Se você curte o programa, pode se divertir um pouco visitando a loja!

Para ver os protagonistas do programa você precisa de sorte, ou comprar o tour que garante o encontro. Não nos interessou o suficiente para pagarmos por isso.

A última atração da região é o Container Park: um parque com jardim no meio e lojas em volta, sendo que toda a estrutura é feita com containers coloridos. O local tem lugares muito agradáveis para comer alguma coisa, relaxar a sair da loucura de néons e exageros da Strip!

Se me perguntarem, posso dizer que Las Vegas tem muitas coisa pra fazer, mas dificilmente você vai ter interesse em fazer tudo. Eu não reservei tempo para jogos nem para nights, mas essas coisas podem ser prioridade pra você.

Para fazer uma programação como a minha, 3 ou 4 dias são suficientes em Vegas. O nosso 5º dia ficou reservado para ir ao Grand Canyon (próximo post) e o 6º (e último) dia, para as compras (assunto que também vai ficar pra outro post).

O que mais você gostaria de fazer (ou já fez) em Vegas?

Beijinhos,

Madame Brum

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6 dias em Las Vegas – parte I: organizando a viagem

Bom dia, Madames!!

Como eu disse antes, tirei uns dias em janeiro para viajar para os Estados Unidos.

Em uma viagem conheci Las Vegas, um pouquinho de Los Angeles e o Grand Canyon, no Arizona.

Como parte da graça de viajar é falar sobre a viagem, vamos começar por Las Vegas, o destino principal das férias!

Chegando em Las Vegas

Torre Eiffel no hotel Paris

Não há voos diretos saindo de Brasília para Las Vegas, por isso fizemos uma conexão em Atlanta.

O voo é longo, mas na ida há um fator a nosso favor: o fuso horário!

Ao chegar em Las Vegas devemos atrasar o relógio em 6 horas, o que significa que é  possível sair de Brasília meia noite, fazer um trajeto de 17 horas e ainda chegar em Las Vegas às 11 horas da manhã!

Lógico que chegamos cansados, mas ter o dia pela frente sempre é bom pra começar uma viagem com o pé direito!

O Aeroporto de Las Vegas se chamara McCarran e fica muito próximo do centro turístico da cidade, a Las Vegas Boulevard (ou Strip). Nós estamos acostumados a aeroportos internacionais que ficam a horas de distância do hotel, mas Las Vegas é muito amistosa nesse sentido: chegando no aeroporto você está a 15 minutos de táxi do seu hotel (o que é muito bem vindo depois de um longo voo).

Pra quem vem de outras cidades dos Estados Unidos, percebi que as estradas que chegam e saem de Las Vegas são muito boas. Só não sei se são boas para dirigir à noite, já que atravessam o deserto sem iluminação nenhuma.

Escolhendo o hotel

Entrada no Aria, nosso segundo hotel em Vegas

Entrada no Aria, nosso segundo hotel em Vegas

 

Essa pode ser a pergunta mais fácil ou mais difícil da viagem!

São tantas opções que alguma provavelmente vai te agradar. Por outro lado, são tantas opções que pode ser bem difícil escolher!

Meu melhor amigo nessas horas é o tripadvisor. Dou uma checada nos hotéis disponíveis no período que estarei na cidade e comparo os preços e avaliações.

Onde?

Pra escolher meu hotel o primeiro critério foi: que ficar na Strip!

Las Vegas Strip

Las Vegas Strip

A Strip é o trecho da Las Vegas Boulevard onde Las Vegas acontece. Fora da Strip Las Vegas é uma cidade normal, mas nessa rua estão concentrados os hotéis e atrações mais mirabolantes, que fazem a imagem da cidade no imaginário dos viajantes! É aqui que as fontes do Bellagio ficam de frente para o Torre Eiffel, do lado do Coliseu e a metros da Estátua da Liberdade.

Na prática, se hospedar nesse trecho significa que você vai ter uma certa facilidade de locomoção, porque dá pra fazer muita coisa a pé ou de ônibus (já, já explico os ônibus).

Se você preferir se hospedar fora da “muvuca” pode encontrar hotéis mais baratos, mas vai gastar um pouco mais com táxi. Nesses casos, uma alternativa é alugar um carro por lá.

Que tipo? E quanto custa?

Outra coisa legal é poder se hospedar em hotéis luxuosos ou temáticos por preços bem razoáveis!

Tudo bem que o dólar está bem caro e os preços agora estão bem menos interessantes do que há um ano atrás, mas em Las Vegas você consegue ficar num hotel 4 ou 5 estrelas por um valor equivalente a um 3 estrelas bem simplesinho em Nova York.

Depois de muito pesquisar as alternativas disponíveis para o período que iríamos viajar, me decidi por dois hotéis: Vdara e Aria.

Optei por dois hotéis pois iria para Los Angeles no meio do período em Vegas, e não vi motivos para voltar para o mesmo hotel – por que não aproveitar e experimentar dois hotéis diferentes, não é?

Eu queria experimentar o Bellagio, mas para esse período específico ele estava bem mais caro do que os vizinhos – saiba que esses preços variam muito ao longo do ano, e é possível encontrar o Bellagio por preços bons, sim! Depende de um pouco de sorte também!

Como regra geral, as diárias são bem mais caras nos finais de semana, já que muita gente vai pra lá passar só o sábado e domingo. Os preços caem consideravelmente durante a semana. Outra coisa que encarece as estadias é a coincidência do período com grandes eventos na cidade – por isso vale a pena se informar antes de comprar as passagens!

O Vdara e o Aria são dois hotéis do mesmo grupo, inclusive ficam localizados um do lado do outro e são conectados entre si.

Ambos têm um estilo moderno e elegante (não são temáticos). A diferença é que o Vdara é um 4 estrelas sem cassino, restaurantes ou coisa assim – possui apenas piscina e academia. Já o Aria é um 5 estrelas que conta com cassino, 18 restaurantes, centro de convenções, capela, e até um show do Cirque du Soleil, o “Zarkana”.

 Os dois ficam colados com o Bellagio, e têm passarela de conexão.

Por que não um hotel temático?

Bom, isso vai do gosto de cada um.

Entre os hotéis temáticos temos os clássicos Paris, New York, New York, The Mirage, Venetian, Bellagio, Ceasar’s, Flamingo, entre outros.

Excluí o Paris, New York, New York, The Mirage e Flamingo por uma característica em comum entre eles: são mais antigos e possuem cassino, o que significa que o cheiro de cigarro tinha altíssimas chances de ser algo incômodo!

Não visitei os quartos de nenhum deles, mas a julgar pelas áreas comuns desse hotéis fiquei feliz de ter descartado essas opções – o cheiro realmente estava lá.

Não que não seja possível ficar nesse lugares, mas pelo mesmo preço eu preferi ficar no Vdara, que estava bem novinho e não tinha cheiro algum de cigarro. Dá pra visitar a torre Eiffel sem se hospedar no hotel Paris!

O Bellagio, o Ceasar’s e o Venetian foram descartados porque, para o período que eu iria viajar, estavam bem mais caros do que eu pretendia pagar. Também não vi os quartos desses hotéis, mas as áreas comuns eram mais agradáveis do que a dos hotéis que eu citei antes. Em todos eles havia um certo cheiro de cigarro na área dos cassinos, mas o resto das áreas comuns (que valem o passeio) era bem agradável! Mesmo os cassinos eram ambientes com teto mais alto e aparência mais “limpa”.

E o que eu achei das minhas escolhas?

O Vdara foi irrepreensível: localização ótima, sem cheiros estranhos, limpeza dos quartos nota 10, quarto espaçoso, com com uma antesala e cozinha equipada com cooktop, frigobar e microondas. Os utensílios de cozinha estavam disponíveis a pedido: querendo usar seria necessário ligar para a recepção e pedir.

Quarto do Vdara

O frigobar fica vazio: o pessoal da limpeza só deixa duas garrafinhas de água por dia, cortesia do hotel.

Banheiro e cozinnha do quarto do Vdara

Banheiro e cozinnha do quarto do Vdara

O banheiro era grande, com banheira e um secador que serve de exemplo para os outros hotéis do mundo: secador de cabelo de verdade, não aquela coisinha grudada na parede que mal solta vento.

Vista do Quarto no Vdara

Uma coisa muito legal foi que, quando dissemos que estávamos viajando para comemorar nosso aniversário de casamento, nos colocaram num quarto com vista para as fontes do Bellagio – adorei o agrado =) .

Uma observação é que esse hotel não tem saída direta para a Strip: é preciso passar por dentro da Aria ou do Bellagio (caminhadinha de uns 10 minutos).

Quanto ao Aria: a estética era muito parecida com o Vdara, mas com toda aquela estrutura extra que eu comentei há pouco.

Apesar de ser considerado mais luxuoso do que o Vdara, eu preferi a estadia no vizinho 4 estrelas.

Motivos: fila demorada para o check-in; cassino (se você não quer jogar até de madrugada não precisa de um cassino dentro do seu hotel, só serve para deixar suas roupas com cheiro ruim); cama molenga demais, limpeza mais ou menos e taxa pra tudo!

Quarto do Aria - imagem de divulgação

Quarto do Aria – imagem de divulgação

Quando eu digo taxa pra tudo, é sério: o Aria não tem cozinha, mas tem frigobar. Ele fica completamente ocupado pelas coisinhas do hotel, como é comum acontecer ao redor do mundo. Só que cada item tem um sensor, e se você retirar um produto da geladeira por mais de 60 segundos, tem que pagar por ele! Nem adianta colocar de volta – tirou pagou.

Além disso, se colocar suas coisas no frigobar tem que pagar uma taxa de $25,00 por dia.

Para receber encomendas no hotel também há uma taxa, que varia de acordo com o peso da encomenda – mas não é nada barata!

Essas taxas não são as clássicas gorjetas: são efetivamente cobradas na sua conta do hotel. As gorjetas, aliás, são mandatórias na cidade inteira.

Apesar disso, ainda considero um hotel interessante: era bem novinho, muito bonito, o pessoal era bem atencioso e a localização boa.

Detalhes para prestar atenção na hora de reservar seu hotel:

Valores: quando fizer a reserva pela internet, preste bastante atenção: os preços anunciados são apenas das diárias! É preciso saber que esse preço não inclui o imposto estadual (8,1% em Nevada) nem o “Resort Fee“.

Quase todos os hotéis da região, salvo pouquíssimas exceções, cobram esse Resort Fee, mesmo não sendo “resorts” na concepção brasileira da palavra. Essa taxa, que costuma custar algo entre $20 e $30 por dia, te dá direito a usar a internet wi-fi, piscina, academia, concierge, entre outras coisinhas. No caso do Vdara, também dá direito a uma garrafinha de água por pessoa por dia.

E se eu não quiser nada disso? Não preciso de hotel, piscina nem concierge? Posso dispensar o Resort Fee? Não. É uma “cortesia paga obrigatória”, ou seja, você tem que pagar a taxa de qualquer jeito, logo, lembre-se de somar o seu valor no cálculo do valor do hotel.

Em resumo, quando pesquisar o valor das diárias no Booking ou qualquer outro site, faça a seguinte conta para saber o valor real a ser pago pelo hotel:

[(valor da diária) x 1,081 + (valor do Resort Fee)] x (nº de diárias)

Outro lembrete: é necessário ter um cartão de crédito internacional para fazer o check-in nos hotéis, mesmo que se pretenda pagar as diárias em dinheiro ou que elas já estejam previamente pagas. Eles sempre pedem o cartão e fazem um bloqueio de segurança em um determinado valor como garantia. Quando você faz o check-out eles desbloqueiam esse valor e você pode pagar no próprio cartão ou em dinheiro.

Por isso é importante que o cartão esteja desbloqueado para uso no exterior e tenha limite suficiente para fazer o bloqueio.

Gorjetas: Se alguém te ajudar a subir ou descer com as malas, esse funcionário estará esperando uma gorjeta. E se você não der ele provavelmente vai te cobrar. Para não passar por constrangimento, tenha um ou dois dólares sempre à mão.

Táxis também esperam gorjeta. Isso é bem estranho para os brasileiros, já que nós pagamos o valor do taxímetro e vamos embora, mas nos Estados Unidos você pode calcular o valor do taxímetro mais uns 10%, mais ou menos.

Nos restaurantes a regra da gorjeta é dobrar o valor do imposto. A “tip” não vem calculada na conta, então, na hora de pagar, você deve checar o valor do imposto (que é de 8,1%) e deixar o dobro dessa quantia a título de gorjeta (cerca de 16%). Pode ser um pouco mais ou um pouco menos, pra arredondar a conta ou pra manifestar que você gostou muito ou pouco do serviço prestado pelos garçons.

Wi-fi: nos hotéis há wi-fi incluído no valor do Resort-Fee. Nos demais locais é comum ter uma rede de wi-fi, mas é mais comum ainda que ela seja paga. Las Vegas não te dá nada de graça! Rsrsrsrs!

Em alguns lugares há wi-fi grátis, principalmente em restaurantes. Mas não espere ficar conectado 100% do tempo.

Transporte em Las Vegas

 A primeira pergunta que todos fazem é: é necessário alugar um carro?

Não.

Mas você pode alugar se preferir – não é como Nova York, onde um carro atrapalha mais do que ajuda, nem como Orlando ou Los Angeles, onde sem carro a locomoção fica bem mais complicada.

Hospedado na Strip realmente não é necessário ter um carro para fazer os passeios dentro de Las Vegas. Já se estiver hospedado fora da Strip um carro pode ser conveniente para não precisar usar táxi o tempo todo.

Optamos por ficar na Strip e não alugamos carro para os dias em que ficamos em Las Vegas.

Se optar pelo carro, fica o registro: o trânsito na Strip é um porre. Tente fazer os trajetos pelas ruas paralelas, para evitar a quantidade de trânsito e sinais da Las Vegas Boulevard.

Se, como nós, você dispensar o carro, precisará conhecer os outros meios de transporte disponíveis.

Táxi

Você consegue pegar um táxi na entrada de qualquer hotel. Os táxis não param no meio da rua, é preciso ir até um ponto – mas há vários espalhados pela cidade!

Não estranhe se chegar num ponto ou entrada de hotel e não tiver nenhum táxi: eles ficam em garagens no subsolo. Quando você chega ao ponto e avisa ao funcionário do local quantas pessoas são e pra onde vai, rapidamente “brota” um táxi” pra você!

E não se preocupe se você tiver com bagagens enormes ou mesmo uma caixa de bicicleta (como nós fizemos) – eles têm táxis com malas bem grandes pra te atender!!

O trecho do aeroporto até o nosso hotel (e de volta, no final da viagem) custou menos de $20,00. Os trechos dentro da Strip ficavam por volta de $10,00 com a gorjeta, à noite. Não usamos táxi durante o dia, então não sei se ficaria mais barato.

Ônibus

Há duas linhas de ônibus que percorrem a Strip: a Deuce e a SDX.

A Deuce é atendida por ônibus de 2 andares, tem vários pontos ao longo da Strip e funciona 24 horas, ligando o Mandalay Bay, no sul da Strip até a Freemont Street, em Downtown (ao norte da Strip).

Já a SDX (Strip & Downtown Express) funciona com ônibus de um andar, que para em menos pontos e faz um trajeto um pouco mais longo, indo desde o outlet North até o outlet South (ambos da rede Premium). É um ônibus muito mais rápido do que o Deuce, uma espécie de linha expressa. Se os pontos disponíveis te atenderem, dê preferência a esse ônibus e você chegará bem mais rápido! A linha SDX funciona das 9 da manhã até meia noite. De meia noite às 9 a.m. a linha Deuce funciona com um itinerário estendido, atendendo os pontos mais distantes que a SDX cobre durante o dia, como os outlets, por exemplo.

Os dois ônibus compartilham os pontos e os bilhetes: comprando o bilhete para as linhas de transporte regionais (RTC) você pode usar qualquer um dos dois ônibus.

Os bilhetes são vendidos em todos os pontos. Eles são válidos por um determinado período, e não por trajeto, como no Brasil. Os preços são os seguintes:

$6,00 por 2 horas

$8,00 por 24 horas

$20,00 por 3 dias

$65,00 por 30 dias

Se comprar um bilhete de 24 horas, por exemplo, não se esqueça de guardá-lo para usar depois!

Para entrar nos ônibus Deuce é preciso validar o bilhete numa maquininha disponível nos ônibus, por isso você só embarca pela porta da frente e sai pela porta de trás.

Já os ônibus SDX não têm validação de bilhete – você deve guardar o bilhete para o caso de haver fiscalização, mas não valida o ticket ao entrar no ônibus. Por isso você pode entrar e sair por qualquer porta.

O intervalo entre os ônibus é de algo entre 15 e 20 minutos, nunca muito demorado.

Você pode checar as rotas e pontos nesse link, ou acessar esse site para mais informações (em inglês).

Seu pézinho

A última forma de transporte (e que você deve usar um bocado) são seus pés. É possível andar por boa parte da Strip passando por dentro dos hotéis, que são interconectados. Há passarelas para atravessar as ruas e ligações entre os prédios que te fazem andar e andar e andar por dentro dos prédios sem nem saber se é dia ou noite.

Forum shops

Dentro do Forum Shops, área de compras do Ceasar’s Palace, às 10h da noite – o céu azul confunde sua noção de tempo.

Prepare-se para gastar a sola do sapato um pouquinho =)

No próximo post eu falo um pouquinho do que fazer em Vegas!
Beijinhos,
Madame Brum

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