6 dias em Las Vegas – parte I: organizando a viagem

Bom dia, Madames!!

Como eu disse antes, tirei uns dias em janeiro para viajar para os Estados Unidos.

Em uma viagem conheci Las Vegas, um pouquinho de Los Angeles e o Grand Canyon, no Arizona.

Como parte da graça de viajar é falar sobre a viagem, vamos começar por Las Vegas, o destino principal das férias!

Chegando em Las Vegas

Torre Eiffel no hotel Paris

Não há voos diretos saindo de Brasília para Las Vegas, por isso fizemos uma conexão em Atlanta.

O voo é longo, mas na ida há um fator a nosso favor: o fuso horário!

Ao chegar em Las Vegas devemos atrasar o relógio em 6 horas, o que significa que é  possível sair de Brasília meia noite, fazer um trajeto de 17 horas e ainda chegar em Las Vegas às 11 horas da manhã!

Lógico que chegamos cansados, mas ter o dia pela frente sempre é bom pra começar uma viagem com o pé direito!

O Aeroporto de Las Vegas se chamara McCarran e fica muito próximo do centro turístico da cidade, a Las Vegas Boulevard (ou Strip). Nós estamos acostumados a aeroportos internacionais que ficam a horas de distância do hotel, mas Las Vegas é muito amistosa nesse sentido: chegando no aeroporto você está a 15 minutos de táxi do seu hotel (o que é muito bem vindo depois de um longo voo).

Pra quem vem de outras cidades dos Estados Unidos, percebi que as estradas que chegam e saem de Las Vegas são muito boas. Só não sei se são boas para dirigir à noite, já que atravessam o deserto sem iluminação nenhuma.

Escolhendo o hotel

Entrada no Aria, nosso segundo hotel em Vegas

Entrada no Aria, nosso segundo hotel em Vegas

 

Essa pode ser a pergunta mais fácil ou mais difícil da viagem!

São tantas opções que alguma provavelmente vai te agradar. Por outro lado, são tantas opções que pode ser bem difícil escolher!

Meu melhor amigo nessas horas é o tripadvisor. Dou uma checada nos hotéis disponíveis no período que estarei na cidade e comparo os preços e avaliações.

Onde?

Pra escolher meu hotel o primeiro critério foi: que ficar na Strip!

Las Vegas Strip

Las Vegas Strip

A Strip é o trecho da Las Vegas Boulevard onde Las Vegas acontece. Fora da Strip Las Vegas é uma cidade normal, mas nessa rua estão concentrados os hotéis e atrações mais mirabolantes, que fazem a imagem da cidade no imaginário dos viajantes! É aqui que as fontes do Bellagio ficam de frente para o Torre Eiffel, do lado do Coliseu e a metros da Estátua da Liberdade.

Na prática, se hospedar nesse trecho significa que você vai ter uma certa facilidade de locomoção, porque dá pra fazer muita coisa a pé ou de ônibus (já, já explico os ônibus).

Se você preferir se hospedar fora da “muvuca” pode encontrar hotéis mais baratos, mas vai gastar um pouco mais com táxi. Nesses casos, uma alternativa é alugar um carro por lá.

Que tipo? E quanto custa?

Outra coisa legal é poder se hospedar em hotéis luxuosos ou temáticos por preços bem razoáveis!

Tudo bem que o dólar está bem caro e os preços agora estão bem menos interessantes do que há um ano atrás, mas em Las Vegas você consegue ficar num hotel 4 ou 5 estrelas por um valor equivalente a um 3 estrelas bem simplesinho em Nova York.

Depois de muito pesquisar as alternativas disponíveis para o período que iríamos viajar, me decidi por dois hotéis: Vdara e Aria.

Optei por dois hotéis pois iria para Los Angeles no meio do período em Vegas, e não vi motivos para voltar para o mesmo hotel – por que não aproveitar e experimentar dois hotéis diferentes, não é?

Eu queria experimentar o Bellagio, mas para esse período específico ele estava bem mais caro do que os vizinhos – saiba que esses preços variam muito ao longo do ano, e é possível encontrar o Bellagio por preços bons, sim! Depende de um pouco de sorte também!

Como regra geral, as diárias são bem mais caras nos finais de semana, já que muita gente vai pra lá passar só o sábado e domingo. Os preços caem consideravelmente durante a semana. Outra coisa que encarece as estadias é a coincidência do período com grandes eventos na cidade – por isso vale a pena se informar antes de comprar as passagens!

O Vdara e o Aria são dois hotéis do mesmo grupo, inclusive ficam localizados um do lado do outro e são conectados entre si.

Ambos têm um estilo moderno e elegante (não são temáticos). A diferença é que o Vdara é um 4 estrelas sem cassino, restaurantes ou coisa assim – possui apenas piscina e academia. Já o Aria é um 5 estrelas que conta com cassino, 18 restaurantes, centro de convenções, capela, e até um show do Cirque du Soleil, o “Zarkana”.

 Os dois ficam colados com o Bellagio, e têm passarela de conexão.

Por que não um hotel temático?

Bom, isso vai do gosto de cada um.

Entre os hotéis temáticos temos os clássicos Paris, New York, New York, The Mirage, Venetian, Bellagio, Ceasar’s, Flamingo, entre outros.

Excluí o Paris, New York, New York, The Mirage e Flamingo por uma característica em comum entre eles: são mais antigos e possuem cassino, o que significa que o cheiro de cigarro tinha altíssimas chances de ser algo incômodo!

Não visitei os quartos de nenhum deles, mas a julgar pelas áreas comuns desse hotéis fiquei feliz de ter descartado essas opções – o cheiro realmente estava lá.

Não que não seja possível ficar nesse lugares, mas pelo mesmo preço eu preferi ficar no Vdara, que estava bem novinho e não tinha cheiro algum de cigarro. Dá pra visitar a torre Eiffel sem se hospedar no hotel Paris!

O Bellagio, o Ceasar’s e o Venetian foram descartados porque, para o período que eu iria viajar, estavam bem mais caros do que eu pretendia pagar. Também não vi os quartos desses hotéis, mas as áreas comuns eram mais agradáveis do que a dos hotéis que eu citei antes. Em todos eles havia um certo cheiro de cigarro na área dos cassinos, mas o resto das áreas comuns (que valem o passeio) era bem agradável! Mesmo os cassinos eram ambientes com teto mais alto e aparência mais “limpa”.

E o que eu achei das minhas escolhas?

O Vdara foi irrepreensível: localização ótima, sem cheiros estranhos, limpeza dos quartos nota 10, quarto espaçoso, com com uma antesala e cozinha equipada com cooktop, frigobar e microondas. Os utensílios de cozinha estavam disponíveis a pedido: querendo usar seria necessário ligar para a recepção e pedir.

Quarto do Vdara

O frigobar fica vazio: o pessoal da limpeza só deixa duas garrafinhas de água por dia, cortesia do hotel.

Banheiro e cozinnha do quarto do Vdara

Banheiro e cozinnha do quarto do Vdara

O banheiro era grande, com banheira e um secador que serve de exemplo para os outros hotéis do mundo: secador de cabelo de verdade, não aquela coisinha grudada na parede que mal solta vento.

Vista do Quarto no Vdara

Uma coisa muito legal foi que, quando dissemos que estávamos viajando para comemorar nosso aniversário de casamento, nos colocaram num quarto com vista para as fontes do Bellagio – adorei o agrado =) .

Uma observação é que esse hotel não tem saída direta para a Strip: é preciso passar por dentro da Aria ou do Bellagio (caminhadinha de uns 10 minutos).

Quanto ao Aria: a estética era muito parecida com o Vdara, mas com toda aquela estrutura extra que eu comentei há pouco.

Apesar de ser considerado mais luxuoso do que o Vdara, eu preferi a estadia no vizinho 4 estrelas.

Motivos: fila demorada para o check-in; cassino (se você não quer jogar até de madrugada não precisa de um cassino dentro do seu hotel, só serve para deixar suas roupas com cheiro ruim); cama molenga demais, limpeza mais ou menos e taxa pra tudo!

Quarto do Aria - imagem de divulgação

Quarto do Aria – imagem de divulgação

Quando eu digo taxa pra tudo, é sério: o Aria não tem cozinha, mas tem frigobar. Ele fica completamente ocupado pelas coisinhas do hotel, como é comum acontecer ao redor do mundo. Só que cada item tem um sensor, e se você retirar um produto da geladeira por mais de 60 segundos, tem que pagar por ele! Nem adianta colocar de volta – tirou pagou.

Além disso, se colocar suas coisas no frigobar tem que pagar uma taxa de $25,00 por dia.

Para receber encomendas no hotel também há uma taxa, que varia de acordo com o peso da encomenda – mas não é nada barata!

Essas taxas não são as clássicas gorjetas: são efetivamente cobradas na sua conta do hotel. As gorjetas, aliás, são mandatórias na cidade inteira.

Apesar disso, ainda considero um hotel interessante: era bem novinho, muito bonito, o pessoal era bem atencioso e a localização boa.

Detalhes para prestar atenção na hora de reservar seu hotel:

Valores: quando fizer a reserva pela internet, preste bastante atenção: os preços anunciados são apenas das diárias! É preciso saber que esse preço não inclui o imposto estadual (8,1% em Nevada) nem o “Resort Fee“.

Quase todos os hotéis da região, salvo pouquíssimas exceções, cobram esse Resort Fee, mesmo não sendo “resorts” na concepção brasileira da palavra. Essa taxa, que costuma custar algo entre $20 e $30 por dia, te dá direito a usar a internet wi-fi, piscina, academia, concierge, entre outras coisinhas. No caso do Vdara, também dá direito a uma garrafinha de água por pessoa por dia.

E se eu não quiser nada disso? Não preciso de hotel, piscina nem concierge? Posso dispensar o Resort Fee? Não. É uma “cortesia paga obrigatória”, ou seja, você tem que pagar a taxa de qualquer jeito, logo, lembre-se de somar o seu valor no cálculo do valor do hotel.

Em resumo, quando pesquisar o valor das diárias no Booking ou qualquer outro site, faça a seguinte conta para saber o valor real a ser pago pelo hotel:

[(valor da diária) x 1,081 + (valor do Resort Fee)] x (nº de diárias)

Outro lembrete: é necessário ter um cartão de crédito internacional para fazer o check-in nos hotéis, mesmo que se pretenda pagar as diárias em dinheiro ou que elas já estejam previamente pagas. Eles sempre pedem o cartão e fazem um bloqueio de segurança em um determinado valor como garantia. Quando você faz o check-out eles desbloqueiam esse valor e você pode pagar no próprio cartão ou em dinheiro.

Por isso é importante que o cartão esteja desbloqueado para uso no exterior e tenha limite suficiente para fazer o bloqueio.

Gorjetas: Se alguém te ajudar a subir ou descer com as malas, esse funcionário estará esperando uma gorjeta. E se você não der ele provavelmente vai te cobrar. Para não passar por constrangimento, tenha um ou dois dólares sempre à mão.

Táxis também esperam gorjeta. Isso é bem estranho para os brasileiros, já que nós pagamos o valor do taxímetro e vamos embora, mas nos Estados Unidos você pode calcular o valor do taxímetro mais uns 10%, mais ou menos.

Nos restaurantes a regra da gorjeta é dobrar o valor do imposto. A “tip” não vem calculada na conta, então, na hora de pagar, você deve checar o valor do imposto (que é de 8,1%) e deixar o dobro dessa quantia a título de gorjeta (cerca de 16%). Pode ser um pouco mais ou um pouco menos, pra arredondar a conta ou pra manifestar que você gostou muito ou pouco do serviço prestado pelos garçons.

Wi-fi: nos hotéis há wi-fi incluído no valor do Resort-Fee. Nos demais locais é comum ter uma rede de wi-fi, mas é mais comum ainda que ela seja paga. Las Vegas não te dá nada de graça! Rsrsrsrs!

Em alguns lugares há wi-fi grátis, principalmente em restaurantes. Mas não espere ficar conectado 100% do tempo.

Transporte em Las Vegas

 A primeira pergunta que todos fazem é: é necessário alugar um carro?

Não.

Mas você pode alugar se preferir – não é como Nova York, onde um carro atrapalha mais do que ajuda, nem como Orlando ou Los Angeles, onde sem carro a locomoção fica bem mais complicada.

Hospedado na Strip realmente não é necessário ter um carro para fazer os passeios dentro de Las Vegas. Já se estiver hospedado fora da Strip um carro pode ser conveniente para não precisar usar táxi o tempo todo.

Optamos por ficar na Strip e não alugamos carro para os dias em que ficamos em Las Vegas.

Se optar pelo carro, fica o registro: o trânsito na Strip é um porre. Tente fazer os trajetos pelas ruas paralelas, para evitar a quantidade de trânsito e sinais da Las Vegas Boulevard.

Se, como nós, você dispensar o carro, precisará conhecer os outros meios de transporte disponíveis.

Táxi

Você consegue pegar um táxi na entrada de qualquer hotel. Os táxis não param no meio da rua, é preciso ir até um ponto – mas há vários espalhados pela cidade!

Não estranhe se chegar num ponto ou entrada de hotel e não tiver nenhum táxi: eles ficam em garagens no subsolo. Quando você chega ao ponto e avisa ao funcionário do local quantas pessoas são e pra onde vai, rapidamente “brota” um táxi” pra você!

E não se preocupe se você tiver com bagagens enormes ou mesmo uma caixa de bicicleta (como nós fizemos) – eles têm táxis com malas bem grandes pra te atender!!

O trecho do aeroporto até o nosso hotel (e de volta, no final da viagem) custou menos de $20,00. Os trechos dentro da Strip ficavam por volta de $10,00 com a gorjeta, à noite. Não usamos táxi durante o dia, então não sei se ficaria mais barato.

Ônibus

Há duas linhas de ônibus que percorrem a Strip: a Deuce e a SDX.

A Deuce é atendida por ônibus de 2 andares, tem vários pontos ao longo da Strip e funciona 24 horas, ligando o Mandalay Bay, no sul da Strip até a Freemont Street, em Downtown (ao norte da Strip).

Já a SDX (Strip & Downtown Express) funciona com ônibus de um andar, que para em menos pontos e faz um trajeto um pouco mais longo, indo desde o outlet North até o outlet South (ambos da rede Premium). É um ônibus muito mais rápido do que o Deuce, uma espécie de linha expressa. Se os pontos disponíveis te atenderem, dê preferência a esse ônibus e você chegará bem mais rápido! A linha SDX funciona das 9 da manhã até meia noite. De meia noite às 9 a.m. a linha Deuce funciona com um itinerário estendido, atendendo os pontos mais distantes que a SDX cobre durante o dia, como os outlets, por exemplo.

Os dois ônibus compartilham os pontos e os bilhetes: comprando o bilhete para as linhas de transporte regionais (RTC) você pode usar qualquer um dos dois ônibus.

Os bilhetes são vendidos em todos os pontos. Eles são válidos por um determinado período, e não por trajeto, como no Brasil. Os preços são os seguintes:

$6,00 por 2 horas

$8,00 por 24 horas

$20,00 por 3 dias

$65,00 por 30 dias

Se comprar um bilhete de 24 horas, por exemplo, não se esqueça de guardá-lo para usar depois!

Para entrar nos ônibus Deuce é preciso validar o bilhete numa maquininha disponível nos ônibus, por isso você só embarca pela porta da frente e sai pela porta de trás.

Já os ônibus SDX não têm validação de bilhete – você deve guardar o bilhete para o caso de haver fiscalização, mas não valida o ticket ao entrar no ônibus. Por isso você pode entrar e sair por qualquer porta.

O intervalo entre os ônibus é de algo entre 15 e 20 minutos, nunca muito demorado.

Você pode checar as rotas e pontos nesse link, ou acessar esse site para mais informações (em inglês).

Seu pézinho

A última forma de transporte (e que você deve usar um bocado) são seus pés. É possível andar por boa parte da Strip passando por dentro dos hotéis, que são interconectados. Há passarelas para atravessar as ruas e ligações entre os prédios que te fazem andar e andar e andar por dentro dos prédios sem nem saber se é dia ou noite.

Forum shops

Dentro do Forum Shops, área de compras do Ceasar’s Palace, às 10h da noite – o céu azul confunde sua noção de tempo.

Prepare-se para gastar a sola do sapato um pouquinho =)

No próximo post eu falo um pouquinho do que fazer em Vegas!
Beijinhos,
Madame Brum

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