Praga: o que saber antes de ir

Olá, Madames e Monsieurs!!

Quem está acompanhando os posts do blog já viu um pouco do nosso roteiro por Paris (aqui e aqui), Rota Romântica (preparativospartes 1, 2, 3 e síntese) e Munique (partes 1 e 2).

O próximo destino dessa viagem é a cidade de Praga, na República Tcheca!!!

A caminho de Praga

A caminho de Praga

Me acompanhem!

Como chegar

Pesquisando as opções pela internet, descobri quatro maneiras para ir de Munique para Praga:

  1. De carro. Poderíamos alugar um carro em Munique e devolver em Praga, ou até ficar com ele na cidade e devolver depois em Berlim, de fosse o caso. Mas a viagem é longa e dirigir na República Tcheca não é tão tranquilo quanto na Alemanha. Além disso, o centro velho de Praga é um caos para motoristas, e o carro acabaria ficando estacionado (na rua, já que nosso hotel não tinha garagem). Por fim pagaríamos caro por pegar o veículo em um país e devolver em outro. Opção rejeitada.
  2. De avião. Bom, nem pesquisei muito essa opção. Check-in, embarque, chegar com antecedência em aeroporto (que nunca fica num lugar muito central), atrasos… Em curtas distâncias, avião é sempre minha última opção – até ir de carro costuma ser melhor, na minha opinião!
  3. De trem. A maior parte dos deslocamentos dentro da Europa podem ser facilmente feitos pela malha ferroviária. Acontece que não encontramos trem direto de Munique para Praga, teríamos que fazer uma baldeação. Ainda assim, é uma opção plausível.
  4. De ônibus. Por incrível que pareça, é a melhor opção. Em cerca de 5 horas o ônibus sai do terminal rodoviário de Munique (bem no centro histórico, pertinho da estação de trem) e chega na estação de Praga (que também é junto com a estação de trem, próxima do centro histórico). Foi a opção escolhida! Compramos a passagem pelo site da Deutsche Bahn e já imprimimos em casa, sem maiores preocupações. O ônibus é confortável e a viagem foi bem tranquila, sem baldeações sem contratempos.

Se tiver interesse em mais detalhes sobre a viagem de ônibus, vale a pena checar esse site, com tudo bem explicadinho!

Hospedagem

Pré-requisitos para escolher o hotel em Praga:

  1. Deveria ser próximo ao centro histórico, na região de Praga 1 (ou cidade velha). Usamos a praça do relógio como referência e tentamos não ficar longe dali. Tem  gente que prefere outras regiões, mas achei prático ficar hospedada nessa área.
  2. Deveria ter ar condicionado. Praga é uma cidade fria na maior parte do ano e é natural que as construções sejam planejadas para serem quentes, mas iríamos no verão, e pegaríamos dias de calor. Já aconteceu antes de passarmos muito calor em um hotel em região fria simplesmente porque não havia ar condicionado (nem ventilador, nem janelas que abrissem o suficiente para arejar o quarto).
  3. Deveria ter elevador, a menor que fosse em um prédio bem baixo. Ninguém merece subir mais de dois andares puxando mala, ou chegar cansado no final do dia e ainda ter que escalar as escadas se arrastando com os pés latejando de cansaço!
  4. Custas até 100 euros a diária.

Dentro desses requisitos, encontramos o Astoria Hotel. Quatro pontos no tripadvisor, ótima localização, café da manhã incluso, elevador e ar condicionado, diárias a 85 euros.

Pelas fotos eu esperava um hotel bem velhinho, mas achei muito bom, no final das contas! Espaçoso e confortável, não tenho reclamações, achei um ótimo custo benefício.

Onde comer

Não tivemos problemas com comida em Praga – havia muitas opções para todos os gostos. Fugindo dos restaurantes da praça do relógio, os preços eram razoáveis também.

Mas um restaurante em especial merece menção: o George Prime Steak.IMG_2165

Localizado na cidade velha, próximo ao rio, o restaurante especializado em carnes tinha cortes deliciosos, acompanhamentos e sobremesas idem.

O lugar era mais “chicoso”, mas não fizeram cara feia para as minhas vestimentas de turista cansada.

Logo na chegada, uma simpática garçonete (falando inglês fluente, já que tcheco seria incompreensível para nós) nos apresentou os tipos de corte de carne disponíveis, bem seus níveis de maciez e marmorização (quantidade de gordura).

george-prime-steak

Foi um jantar muito agradável, com direito a carnes suculentas e muito vinho para fugir um pouco do combo linguiça+porco+cerveja que estávamos consumindo na Alemanha até então.

Salão principal

Salão principal do restaurante

É recomendável fazer reserva.

O clima

Praga é normalmente uma cidade fria, com bastante vento.

Menos do verão!

O clima estava muito agradável, por volta dos 25ºC, no máximo! Shorts e vestidos era o suficiente para passear o dia todo, levando no máximo um casaquinho leve para a noite.

Como se locomover

A pé. Os pontos turísticos ficam todos muito próximos, e andar a pé na cidade é muito gostoso!

Trata-se de um lugar onde o caminho é, muitas vezes, mais interessante do que o destino. Não deixe de passear a pé pela cidade.

Para visitar alguns pontos mais distantes, como o Castelo de Praga, pegamos o bonde – é necessário comprar o bilhete antes de entrar, em uma banca próxima à estação, pois não há bilheteria dentro do bonde.

Você não vai querer deixar de apreciar uma vista dessas porque está enfiado em um ônibus, né? Ande a pé e aproveite o caminho

Você não vai querer deixar de apreciar uma vista dessas porque está enfiado em um ônibus, né? Ande a pé e aproveite o caminho

Uma dica importante é EVITAR O TÁXI. Os taxistas são famosos por ludibriar os estrangeiros, cobrando preços muito mais altos do que seria justo pela corrida. Todos os meus conhecidos que pegaram táxi na cidade voltaram reclamando que foram enrolados por taxistas que deram voltas enormes para cobrir curtas distâncias, e cobraram caro por corridas que deveriam ser baratas.

Para evitar esse estresse, fomos da estação de trem/ônibus (quartel general dos taxistas malandros) até o hotel a pé. Em pouco mais de 10 minutos puxando malas estávamos na porta do hotel, sem se irritar com espertinhos. Se você não estiver com muita mala e o seu hotel não for distante, pode ser boa ideia fugir dos táxis.

Fique esperto

Quem está passeando pela Europa, como nós, pode se acostumar com a sensação de segurança.

É difícil imaginar um alemão tentando te enrolar, cobrando mais caro numa corrida de táxi ou embutindo taxas ocultas no serviço prestado (que você só descobre na hora de pagar).

Mas em Praga isso pode acontecer, sim!

É preciso ficar um pouco mais atento por lá, principalmente nas áreas mais turísticas.

Fomos trocar um pouco de dinheiro na estação de trem, logo que chegamos na cidade. Olhamos a taxa de conversão e estava razoável. Na hora de entregar o dinheiro, no entanto, o caixa descontou quase 20% de “taxa de serviço”, que não estava anunciada em lugar nenhum!

É claro que há, normalmente, uma taxa de serviço nas casas de câmbio, mas esse percentual foi praticamente um assalto. No centro histórico havia inúmeras casas de câmbio que não cobravam a tal taxa, e mesmo no hotel a conversão do dinheiro estava com um preço interessante. Além disso, quase todas as lojas aceitam euro, então nem é preciso trocar muita moeda.

Outra coisa que reparamos foi no preço das bebidas nos locais históricos. Na praça do relógio um cafézinho poderia sair por uns 30 reais – praticamente o mesmo preço do prato de comida vendido no mesmo restaurante. Você olha o preço da comida, almoça lá, pede o clássico cafézinho do final da refeição sem prestar atenção no preço e leva um susto quando recebe a conta.

Lembre-se: Praga não fica na Alemanha. Não dê mole.

Mas não precisa se assustar também.

Com um pouco de atenção para nãos ser feito de trouxa você está seguro na cidade. Não vimos problemas com segurança, por exemplo, e depois da casa de câmbio malandrinha da estação, não caímos em mais nenhuma furada durante nossos quase 3 dias na cidade.

A partir daí foram só maravilhas!

Mas essas eu vou contar no próximo post =D

Beijinhos,

Madame Brum

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