30 horas em Paris – parte II (roteiro gastronômico)

Bom dia, Madames!

Continuando o post 30 horas em Paris – Parte I, vamos ao nosso segundo (e último) dia em Paris, com o roteiro gastronômico preparado com a ajuda do valioso Google e do site Conexão Paris (se você não conhece esse site e vai pra França, PRECISA checar as dicas maravilhosas que tem por lá!!)

O objetivo do dia era experimentar comidas típicas e diferentes, sem passar tempo demais em metrôs pela cidade.

Conseguimos, com muita ajuda do google, escolher alguns pontos próximos à Igreja Madelaine, o que nos permitiu fazer todo o roteiro a pé em umas três horas, mais ou menos.

A ideia inicial do passeio veio desse serviço oferecido em parceria com o Conexão Paris. Nesse tour, uma especialista te leva por várias lojas e pontos da cidade para que você experimente comidinhas típicas da França, com todo aquele suporte de quem sabe o que está fazendo. Além disso, imagino que a Karen (guia do roteiro) tenha algum acordo com os lojistas para degustar produtos específicos, ou ao menos comprar produtinhos para fazer um piquenique em grupo depois.

O meu roteiro, muito menos chique, até foi inspirado nesse aí de cima, mas obviamente eu não tenho conhecimentos profundos sobre comida, só vontade de comer. Por isso, se você quiser fazer algo REALMENTE gastronômico e bem informado, é melhor contratar o serviço.

Mas se você só quer bater perna pela cidade e comer um pouquinho, pode seguir meu roteiro tabajara mesmo!

1. Fouchon

Acordamos (não muito cedo) e pegamos um metrô direto para a praça Madeleine. Ali na praça, mesmo, fica a Fouchon, nossa primeira parada.

Há duas lojas Fouchon, uma ao lado da outra: uma é mais “lojinha”, para comprar comidinhas lindas para levar, e a outra é mais “bistrô”, para consumir ali mesmo. Entramos na segunda e começamos um dia com um capuccino e madeleines de sabores variados. Madeleines, além de ser o nome da igreja e da praça, é também o nome de um bolinho de massa leve em formato de conchinha. Perfeito para começar o dia!

madeleines

Aberto o apetite, pedimos um assiéte de fromages (prato de queijos) na própria Fouchon, acompanhado de uma espécie de presunto enrolado em mais algum queijo delicioso.

Queijos na fouchon

A França e seus queijos….

Ok. Então na Fouchon tem café da manhã, madeleines, queijos e charcuterie (presuntos e semelhantes). Sim. Mas também tem muitos doces, chás, bolos, biscoitos, carnes…. AIMEUDEUS! Devia ter feito um roteiro gastronômico só na Fouchon!! até porque a loja é linda e dá vontade ficar passeando lá dentro e comendo tudo!!! Delícia!!

Resistimos bravamente a devorar a loja, compramos macarons (ninguém é de ferro) e seguimos para o próximo ponto do roteiro.

macarrons da Fouchon

macarrons da Fouchon

2. Maison Maille

A próxima parada foi a Maison Maille. Maille é uma marca tradicionalíssima de mostardas da cidade de Dijon, na França.

A maison foi fundada em 1747, e, segundo o site,

“A sua expertise em mostarda de Dijon é explicada pela presença dos Maître Moutardiers na elaboração e escolha dos ingredientes de cada produto e o uso de sementes de mostarda de melhor qualidade. Além disso, a Maille tem um processo de produção único, no qual as sementes são cortadas, e não esmagados, proporcionando uma textura única: tanto suave como cremosa.”

Uma vez na boutique de mostardas, há diversas opções disponíveis para degustação. Os atendentes são super atenciosos e te explicam a composição de uma a uma. Há algumas variedade produzidas com vinho branco ao invés de vinagre, super frescas, para que os locais comprem numa espécie de refil – levam o pote vazio e abastecem com essas mostardas frescas e deliciosas.

Maison Maille e suas mostardas de refil.

Maison Maille e suas mostardas de refil.

Para nós, que não podemos nos dar ao luxo de carregar potes não lacrados e com prazos de validade mais curtos, ainda restam dezenas de opções de mostardas maravilhosas.

Além da original, lembro de ter experimentado alguns sabores como cognac (forte e muito gostosa!), frutas vermelhas, tomate seco com parmesão, chocolate, mel, ervas, pimentas…. a lista é enorme!

A essa altura do campeonato eu já enchi minha mochila com mostardas e macarons.

3. Maison Prunier

Ainda ao redor da Madeleine, a Maison Prunier é especializada em caviares. O plano era entrar aqui, comprar um potinho pequeno e experimentar.

Mas eu não estava preparada para o preço disso: o potinho de 30g custava 60 euros.

Resultado, saímos de fininho e não degustamos coisa nenhuma!

4. Maison de la Truffe

Aqui sim, nós paramos pra almoçar.

A Maison de la Truffe é especializada em trufas, e vende todo tipo de coisa com trufas envolvidas: manteiga trufada, azeite trufado, trufas inteiras….

Devido ao horário e à existência de vaga no restaurante, decidimos parar aqui para almoçar. Eu pedi um omelete com trufas brancas e salada, e o marido pediu um bife com trufas negras. A comida estava muito boa, mas eu gostei mesmo do azeite trufada que estava sobre a mesa – fiquei com vontade comprar mais essa iguaria e sair carregando pela viagem toda, aiai….

azeite trufado na Maison de la Truffe

azeite trufado na Maison de la Truffe

5. La Madeleine

Depois da primeira etapa da comilança, fomos passear um pouco na igreja la Madeleine – afinal, estamos a manhã toda circundando a igreja sem entrar, né?

Trata-se de uma igreja bonita e imponente, com colunas romanas no lado de fora.

la madeleine

la madeleine

As escadarias da igreja são um ótimo lugar para sentar um pouquinho no sol e comer os macarons comprados lá na Fouchon – hora da sobremesa!

6. Jean Paul Hévin

Partindo para a sobremesa, fomos a uma chocolateria chamada Jean Paul Hévin, onde eu pedi uma tortinha de chocolate amargo muito gostosa! Ela tem uma mistura de texturas, entre cremosa e crocante, que eu gosto muito.

torta de chocolate amargo no Jean Paul Hévin

torta de chocolate amargo no Jean Paul Hévin

Tinha lido em algum lugar que essa tortinha teria sido considerada uma das 100 melhores sobremesas do mundo, mas, chegando lá, ninguém sabia de nada disso. Além disso, a torta é gostosa, mas não é melhor que o bom e velho brigadeiro, né?

7. Kusmi Tea

Loja tradicional de chás com muitas opções e embalagens lindas!

Degustamos o chá que estava sendo servido na loja, mas estava calor no dia e eu não senti muita vontade trazer chá.

Me arrependi assim que pegamos nosso primeiro dia de frio de volta ao Brasil… =(

8. Pierre Hermés

Ah, les macarons!!!

Sim, já comemos macarons na Fouchon, mas eu sou gulosa e fomos comprar mais macarons na Pierre Hermés! Esses são os melhores de todos, na minha humilde opinião.

Massa leve, recheios sublimes… eita docinho gostoso!!

macarons pierre hermés

macarons pierre hermés

Compramos uma caixa “para levar para a viagem”. Quando chegamos de volta ao hotel não tinha mais nenhum macaron na caixa. #gulosa

Roteiro resumido

Esses foram os pontos do meu roteiro original que nós realmente visitamos, mas eu tinha separado alguns outros também.

Se quiser organizar o seu próprio roteiro, aqui vai a lista dos pontos que eu tinha separado e um breve resumo do que experimentar em cada lugar (clique na imagem para ver maior):

roteiro gastronômico resumido madame brum

Finalizando o dia:

O roteiro toma algumas horas, mas não o dia todo.

Pirâmide do Louvre

Pirâmide do Louvre

Acabando as comilanças, fomos até o Louvre ver a pirâmide, caminhamos pelo Jardim des Toulleries e subimos a Champs Elysées até o Arco do Triunfo, passando pela ponte Alexandre III e passeando bem lentamente.

Ponte Alexandre III

Ponte Alexandre III

Não aconselho fazer essa caminhada toda, a primeira metade do caminho entre o Jardim des Toulleries e a Champs Elysées não é tão interessante, e o trajeto é longo demais para fazer no fim do dia. Dá pra pegar um metrô, descer no arco do triunfo e caminhar pela Champs Elysées no sentido contrário.

Pra vocês terem uma ideia de como é caminhada demais, mesmo depois de um roteiro gastronômico, quando chegamos na metade da Champs-Elysées já estávamos mortos de fome (e de dor nos pés).

Paramos, então, na Ladurée para comer um lanchinho. Pedi um croque monsieur achando que seria um clássico “misto quente” francês, mas comi o croque monsieur mais charmoso da minha vida:

Croque monsieur da Ladurée

Croque monsieur da Ladurée

Um dica: havia filas para as mesas do lado de fora da Ladurée e para entrar na loja e comprar os doces, mas não para sentar dentro do prédio.

A boutique, em estilo renascentista, é uma gracinha, e eu me senti lanchando com a alta sociedade francesa do século retrasado – e sem filas nem multidões.

Já alimentados e cansados, porém felizes, voltamos para o hotel para descansar os pézinhos.

No dia seguinte partiríamos para a Alemanha, para começarmos a percorrer a rota romântica, na Baviera.

Mas isso é assunto para um próximo post.

 

Beijinhos,

Madame Brum


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30 horas em Paris – parte I

Olá, Madames!!

Eu sei, eu sei… o blog anda meio parado, né?

Pardon, c’est ma faute.

Vamos começar com uns posts que eu estou devendo há um bom tempo: vou falar sobre a viagem que fiz para a Alemanha em julho!

Roteiro

E a primeira cidade visitada na viagem para a Alemanha foi… Paris!!!

Madame Brum em Paris

Pois é, gente. Meu mapa de viagem pode ser meio relativo. O que eu chamo de “viagem pra Alemanha” seria, mais precisamente, uma “viagem para França, Alemanha e República Tcheca”.

O roteiro de 16 foi o seguinte:

1- Um dia e meio em Paris (cidade por onde chegamos na Europa);

2 – Rota Romântica da Alemanha (Wurzburg, Rothenburg ODT, Augsburg, Füssen e mais algumas cidadezinhas no meio do caminho);

3 – Munique;

4 – Praga;

5 – Berlim.

Paris

A primeira cidade do roteiro foi Paris.

Já conhecíamos a cidade, mas aproveitamos a existência de um voo direto Brasília-Paris como desculpa pra gastar umas horinhas na cidade.

Ficamos apenas uma noite e mais um dia na cidade-luz, e aproveitamos para fazer um roteiro um pouco diferente da tradicional corrida pra ver todos os pontos turísticos: organizei uma tentativa de roteiro gastronômico com base em dicas de internet!

Afinal, qual cidade melhor para se dedicar um dia inteiro à comilança??

Nós chegamos no aeroporto no meio da tarde, mas quem já foi lá sabe que chegar no Charles-de-Gaulle não significa chegar em Paris – lá se vão algumas horas entre desembarcar, passar por uma imigração antipática e mal-humorada, pegar malas e chegar ao táxi. Depois, adicionado à longa distância entre o aeroporto e a cidade, sempre haverá um certo trânsito dentro de Paris, o que faz com que você gaste pelo menos mais uma hora de carro (e vários euros).

OBS: nós optamos pelo táxi e encaramos o alto preço do transporte (cerca de 60 euros no total), mas pra quem quiser economizar, há diversas formas de se chegar a Paris, inclusive de trem. Esse post do melhores destinos explica as alternativas.

É claro que estávamos cansados da viagem, mas Paris é empolgante e ficar no hotel não era uma opção.

Decidimos, então, “checar” se estávamos na cidade certa: pegamos um metrô e fomos apreciar a Torre Eiffel!

madame brum em paris - torre eiffel

Já fui diversas vezes à cidade, e já estou de saco cheio das filas para subir na torre (nem acho algo tão imperdível assim), mas aquela paradinha no Trocadero ou no Champ-de-Mars para ver a torre continua sendo um momento mágico para mim.

Pra quem não sabe, descer na estação Trocadero do metrô de Paris é a melhor forma de se ter uma vista linda da Torre Eiffel!

Da praça do Trocadero você terá uma vista num ângulo privilegiado. Depois, é só descer as escadas e atravessar os jardins do Trocadero até a torre. Do outro lado da madame Eiffel está o jardim Champ-de-Mars, onde é possível sentar na grama e apreciar essa obra-prima.

Praquela noite havíamos feito reserva para o restaurante David Toutain, um estrelado carte-blanche na cidade.

Trata-se de um restaurante pequeno, no qual você paga um preço fixo e o chef servirá diversos pratos ao longo do noite, com vinhos que harmonizem com os pratos. Você não escolhe o que irá comer, apenas informa se tem alguma restrição alimentar.

Isso não é um ovo. É um souflet de não-sei-o-quê (deveria ter anotado).

Isso não é um ovo. É um souflet de não-sei-o-quê (deveria ter anotado).

Cada prato é pequeninho, e no começo você tem certeza de que não vão te servir comida o suficiente. Mas ao longo das duas ou três horas de jantar (não venha com pressa) você comerá e beberá bastante, no melhor estilo slow food francês.

Eu contei 12 pratos, além das entradinhas e dos pães que acompanham a refeição. Só sobremesas foram três tipos, além dos queijos.

Bacalhauzinhos deliciosos

Bacalhauzinhos deliciosos

A comida é deliciosa, mas, como boa brasileira, eu queria pedir “uma porção” de alguns pratos, ao invés de dois micropedacinhos. Pra mim, comidinhas pequeninhas são lindas, mas deveriam vir aos montes! – ai, que falta de elegância, a minha….

De qualquer modo, foi um jantar maravilhoso, com ótimos vinhos, comida gostosa e companhia maravilhosa.

Como bônus, nosso garçom falava português, o que foi ótimo para explicar os detalhes dos pratos, que envolviam ingredientes complicados demais para o meu francês de viajante.

E assim começou nosso roteiro gastronômico, aberto com um jantar chiquérrimo em uma cidade chiquérrima!

Ah! Após o jantar eu não estava com a menor vontade de fazer baldeação no metrô de Paris e pensamos em chamar um táxi. Mas estamos em tempos mais modernos e fomos embora de Über. O aplicativo também funciona por lá, e é uma ótima alternativa para evitar os taxistas mal-humorados de Paris (qual é o problema dos taxistas de Paris, afinal?).

Sobre o Hotel

Dessa vez deixamos a região de Saint-Germain e Quartier Latin (bairros com ótima localização, mas muitos turistas e preços altos) para nos hospedarmos em Montparnasse, na Rua Vavin.

O hotel se chamava Atelier Saint-Germain (mesmo não ficando em Saint-Germain) e a localização foi extremamente prática, com vários pontos de metrô muito próximos do hotel, o que facilitou muito quando precisamo pegar o transporte público para irmos para a estação de trem Gare de L’Est (tinha uma linha direta pra lá saindo da porta do hotel).

Aprovei a localização do hotel, e o preço foi bem interessante pros padrões de Paris, mas se optar por ficar lá saiba que o hotel é MUITO pequeno. Eu sei, hotéis pequenos são o padrão de Paris, mas talvez esse tenha sido o menor quarto que já fiquei na minha vida!

Não foi nenhum problema para duas noites, mas pessoas que se incomodam com a falta de espaço (do tipo: não tinha condições de abrir a mala e circular pelo quarto ao mesmo tempo) podem não gostar do hotel – mas saiba o que está reservando e esta será uma boa escolha.

No próximo post eu conto sobre o segundo dia em Paris e o roteiro propriamente dito!

Beijinhos,

Madame Brum

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