Praga: Castelo de Praga

E seguimos com os posts sobre Praga!

O foco, dessa vez, é o Castelo de Praga.

Castelo de Praga

O castelo domina a paisagem desde as margens do rio Vltava. Enorme, imponente, belamente iluminado – admirá-lo de longe já é agradável!

Castelo de Praga no fim da tarde

Castelo de Praga no fim da tarde

Na realidade, o que hoje é chamado de Castelo de Praga está mais para um complexo, ou uma cidadezinha à parte.

Dentro dos seus muros há o Palácio Real, bem como a Catedral de São Vito (aquelas torres que se sobressaem na silhueta do castelo são da igreja), a Torre de Pólvora, o convento de São Jorge, um belo jardim, uma vila residencial onde outrora morou o escritor Franz Kafka, entre outras coisas.

Você compra o seu ingresso de acordo com quais atrações você deseja visitar. O circuito mais completo inclui a Catedral de São Vito, o antigo palácio real, uma exibição sobre a história do Castelo, a basílica de São Jorge, a Viela Dourada, a Torre de Pólvora e o Palácio Rosenberg.

Eu fiz o circuito mais curto, incluindo apenas a Catedral de São Vito, o antigo palácio real, a Viela Dourada e a pequena basílica de São Jorge. Mais detalhes podem ser encontrados no site oficial.

A Catedral de São Vito começou a ser construída em 1344 e só foi finalizada em 1929.

Catedral de São Vito

Catedral de São Vito

A Catedral é grande e imponente. Construída em estilo gótico, é de uma riqueza artística e arquitetônica impressionantes.

Catedral de São Vito por dentro

Catedral de São Vito por dentro

O palácio foi a residência dos governantes da Boêmia por muitos séculos.

Interior do palácio de Praga

Interior do palácio

Seu interior me lembrou um pouco as residências dos elfos de O Senhor dos Anéis!

A Viela Dourada é uma ruazinha com diversas casas geminadas, todas muito pequenas e iguais. Originalmente construída para abrigar os funcionários do castelo, o nome atual remota a uma época em que diversos alquimistas ali moravam e buscavam a fórmula que transformaria metais em ouro.

Um de seus moradores mais ilustres foi o escritor Franz Kafka, que morou por alguns anos na casa número 22.

Hoje não há mais moradores no local, e as casinhas foram transformadas em lojinhas de produtos típicos da cidade: doces, sabonetes, bonecos de madeira, joias…

Viela Dourada

Viela Dourada – a foto não faz jus à ruela fofinha!

Me faltam fotos do jardim do palácio, que também vale a visita.

Lá dentro há restaurantes, lanchonetes e muitas lojinhas, de modo que é possível passar muitas horas por lá. Mas reserve no mínimo umas três horas para o passeio.

Aproveite para ver a cidade do alto também – como o castelo fica em cima de uma pequena montanha, a vista é interessante de lá!

Para chegar até o castelo você pode pegar o bonde urbano, assim não gastará energia subindo a pesada ladeira.

De volta à cidade, aprecie o castelo sem moderação!

Ele é lindo durante o dia, à noite, ao entardecer… é sempre um agrado aos olhos no horizonte da cidade.

Castelo de praga à noite

Castelo de praga à noite

Silhueta do castelo e da ponte Carlos  ao entardecer

Silhueta do castelo e da ponte Carlos ao entardecer

Uma vez na cidade, não deixe de visitar e apreciar essa maravilha tcheca!

Beijinhos,

Madame Brum

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Praga: ponte Carlos

Olá, Madames e Monsieurs!!

No post anterior eu falei sobre a Praça do Relógio astronômico de Praga.

Agora é a vez de contar um pouco sobre a Ponte Carlos!

Ponte vista à noite da margem do rio

Ponte vista à noite da margem do rio

Karlův most – Ponte Carlos

A Ponte Carlos é a mais famosa das pontes que conectam os dois lados da cidade sobre o rio Moldava.

Foi construída em pedra em 1357 e está lá, firme e forte, até hoje!

A ponte é muito bonita, e conta com um belo portão em cada um dos lados. Ao longo dela estão dispostas várias estátuas, que foram acrescentadas anos depois da construção da ponte.

Portão da ponte São Carlos

Portão da ponte São Carlos

Há uma estátua, no entanto, com uma lenda peculiar: a estátua de São João Nepomuceno. Este homem teria sido um confessor da rainha Joana de Baviera, ouvindo seus segredos e aconselhando-a. Em determinado momento, no entanto, o rei teria exigido que João Nepomuceno quebrasse o sigilo sobre as confissões da rainha. Diante de sua negativa, ele teria sido torturado, morto e jogado de cima da ponte.

Algumas lendas dizem que foi possível avistar a alma sair do corpo do homem após ser jogado, enquanto outras afirmam que cinco estrelas cercavam o corpo que boiava no rio, indicando que o assassinato teria sido obra do rei.

As histórias são meio loucas, mas acredita-se que tocar na estátua de São João Nepomuceno pode trazer sorte, e que aqueles que nela encostam sempre voltam à cidade.

Cidade velha vista da ponte São Carlos

Cidade velha vista da ponte São Carlos

Além das lendas (um pouco macabras) que cercam a ponte, há outros motivos para visitá-la. Além de linda por si só, a ponte permite uma bela vista do Castelo de Praga. Além disso, ela está sempre cheia de artistas de rua e vendedores (autorizados).

No verão os artistas ficam no local até mais tarde, garantindo um fim de tarde muito agradável ouvindo os músicos locais!

Ponte São Carlos

Vista da Ponte São Carlos

Dizem que os concertos dentro das igrejas da cidade são maravilhosos, mas as músicas ao vivo em diversos locais abertos estavam estupendas, e não achamos nenhuma boa justificativa para ouvir um concerto pago dentro das igrejas com tantos outros concertos acontecendo acontecendo gratuitamente sob o sol ou as estrelas!

Detalhe da entrada da ponte

Detalhe da entrada da ponte

A praça e a ponte são dois programas gratuitos, lindos, e que merecem ser vistos e vividos durante o dia e durante a noite!

Sem dúvida, imperdíveis.

Beijinhos,

Madame Brum

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Praga: praça do relógio astronômico

Olá, Madames e Monsieurs!!

No post anterior eu expliquei algumas coisinhas que você deve saber para preparar sua viagem para Praga.

Agora vamos ao que interessa: o que fazer na cidade!

A primeira coisa que eu devo avisar é: estive em Praga por três dias, durante um final de semana de verão.

Não sei como é a cidade no resto do ano, mas no período que estive lá a cidade transbordava vida, alegria e juventude! Festivais ocupavam toda a cidade, jovens mochileiros dividiam cervejas e doritos sentados no chão da praça, feiras de artesanato pipocavam e os bares estavam sempre cheios.

A felicidade geral era contagiante!

Praça do relógio astronômico (Orloj)

O centro velho da cidade, ou “cidade velha”, é a região ao redor da praça do relógio.

Pessoal sentado na praça no fim da tarde, ouvindo os músicos locais e batendo papo.

Pessoal sentado na praça no fim da tarde, ouvindo os músicos locais e batendo papo.

A praça leva esse nome devido ao relógio astronômico que adorna a torre da antiga prefeitura. Dizem que foi construído em 1410, e a lenda local conta que o relojoeiro responsável pela sua construção teria sido posteriormente cegado para nunca mais conseguir produzir um relógio tão belo quanto aquele.

Relógio astronômico em Praga. Neste dia, um casal de noivos fazia suas fotos sob o relógio!

Relógio astronômico em Praga. Neste dia, um casal de noivos fazia suas fotos sob o relógio!

De hora em hora há uma pequena apresentação de bonecos na torre do relógio. Todos os guias sobre a cidade vão citar esse “evento”, mas eu já adianto: não perca seu tempo. Não tem a menor graça!! Se estiver no local em alguma hora redonda, você verá o showzinho dos bonecos, mas eu aconselho prestar mais atenção em outra coisa, mais interessante (na minha opinião):

Uma grande massa de turistas que se acumula ao redor do relógio, esperando a apresentação de bonecos. Assim que ela começa, centenas de celulares se erguem instantaneamente para filmar. Ao fim da apresentação, alguns batem tímidas palmas, outros se entreolham com uma cara confusa e incrédula, do tipo “é isso mesmo?” e outros reclamam com os que estão do lado sobre a grande decepção que é essa pequena procissão de bonecos que saem do relógio apenas para voltar para dentro novamente.

Não me entendam mal: o negócio não seria tão ruim se não fossem as altas expectativas que os guias costumam criar nos viajantes. Classificar isso como “imperdível” é desperdício de adjetivo!

De volta à praça: ela é cercada por prédios de diversos estilos arquitetônicos, tão lindos que parecem casas de bonecas, além de diversos restaurantes, cafés e lojas de cristais. No centro da praça estava ocorrendo um festival de música, com diversos cantores e grupos se apresentando ao longo dos três dias que estivemos por lá!

Praça à noite. Repare na Igreja que tem seu acesso fechado pelos prédios da praça - é preciso passar por dentro deles para chegar à Igreja!

Praça à noite. Repare na Igreja que tem seu acesso fechado pelos prédios da praça – é preciso passar por dentro deles para chegar à Igreja!

Ao fim da tarde grupos de jovens se sentavam em círculos no meio da praça para dividir uma cerveja, refrigerante ou um salgadinho qualquer enquanto batiam papo.

Alguns artistas de rua também se apresentavam por ali, seja fazendo pinturas ou bolhas de sabão.

Sem dúvida, um lugar cheio de vida que merece a atenção do turista!

Beijinhos,

Madame Brum

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Praga: o que saber antes de ir

Olá, Madames e Monsieurs!!

Quem está acompanhando os posts do blog já viu um pouco do nosso roteiro por Paris (aqui e aqui), Rota Romântica (preparativospartes 1, 2, 3 e síntese) e Munique (partes 1 e 2).

O próximo destino dessa viagem é a cidade de Praga, na República Tcheca!!!

A caminho de Praga

A caminho de Praga

Me acompanhem!

Como chegar

Pesquisando as opções pela internet, descobri quatro maneiras para ir de Munique para Praga:

  1. De carro. Poderíamos alugar um carro em Munique e devolver em Praga, ou até ficar com ele na cidade e devolver depois em Berlim, de fosse o caso. Mas a viagem é longa e dirigir na República Tcheca não é tão tranquilo quanto na Alemanha. Além disso, o centro velho de Praga é um caos para motoristas, e o carro acabaria ficando estacionado (na rua, já que nosso hotel não tinha garagem). Por fim pagaríamos caro por pegar o veículo em um país e devolver em outro. Opção rejeitada.
  2. De avião. Bom, nem pesquisei muito essa opção. Check-in, embarque, chegar com antecedência em aeroporto (que nunca fica num lugar muito central), atrasos… Em curtas distâncias, avião é sempre minha última opção – até ir de carro costuma ser melhor, na minha opinião!
  3. De trem. A maior parte dos deslocamentos dentro da Europa podem ser facilmente feitos pela malha ferroviária. Acontece que não encontramos trem direto de Munique para Praga, teríamos que fazer uma baldeação. Ainda assim, é uma opção plausível.
  4. De ônibus. Por incrível que pareça, é a melhor opção. Em cerca de 5 horas o ônibus sai do terminal rodoviário de Munique (bem no centro histórico, pertinho da estação de trem) e chega na estação de Praga (que também é junto com a estação de trem, próxima do centro histórico). Foi a opção escolhida! Compramos a passagem pelo site da Deutsche Bahn e já imprimimos em casa, sem maiores preocupações. O ônibus é confortável e a viagem foi bem tranquila, sem baldeações sem contratempos.

Se tiver interesse em mais detalhes sobre a viagem de ônibus, vale a pena checar esse site, com tudo bem explicadinho!

Hospedagem

Pré-requisitos para escolher o hotel em Praga:

  1. Deveria ser próximo ao centro histórico, na região de Praga 1 (ou cidade velha). Usamos a praça do relógio como referência e tentamos não ficar longe dali. Tem  gente que prefere outras regiões, mas achei prático ficar hospedada nessa área.
  2. Deveria ter ar condicionado. Praga é uma cidade fria na maior parte do ano e é natural que as construções sejam planejadas para serem quentes, mas iríamos no verão, e pegaríamos dias de calor. Já aconteceu antes de passarmos muito calor em um hotel em região fria simplesmente porque não havia ar condicionado (nem ventilador, nem janelas que abrissem o suficiente para arejar o quarto).
  3. Deveria ter elevador, a menor que fosse em um prédio bem baixo. Ninguém merece subir mais de dois andares puxando mala, ou chegar cansado no final do dia e ainda ter que escalar as escadas se arrastando com os pés latejando de cansaço!
  4. Custas até 100 euros a diária.

Dentro desses requisitos, encontramos o Astoria Hotel. Quatro pontos no tripadvisor, ótima localização, café da manhã incluso, elevador e ar condicionado, diárias a 85 euros.

Pelas fotos eu esperava um hotel bem velhinho, mas achei muito bom, no final das contas! Espaçoso e confortável, não tenho reclamações, achei um ótimo custo benefício.

Onde comer

Não tivemos problemas com comida em Praga – havia muitas opções para todos os gostos. Fugindo dos restaurantes da praça do relógio, os preços eram razoáveis também.

Mas um restaurante em especial merece menção: o George Prime Steak.IMG_2165

Localizado na cidade velha, próximo ao rio, o restaurante especializado em carnes tinha cortes deliciosos, acompanhamentos e sobremesas idem.

O lugar era mais “chicoso”, mas não fizeram cara feia para as minhas vestimentas de turista cansada.

Logo na chegada, uma simpática garçonete (falando inglês fluente, já que tcheco seria incompreensível para nós) nos apresentou os tipos de corte de carne disponíveis, bem seus níveis de maciez e marmorização (quantidade de gordura).

george-prime-steak

Foi um jantar muito agradável, com direito a carnes suculentas e muito vinho para fugir um pouco do combo linguiça+porco+cerveja que estávamos consumindo na Alemanha até então.

Salão principal

Salão principal do restaurante

É recomendável fazer reserva.

O clima

Praga é normalmente uma cidade fria, com bastante vento.

Menos do verão!

O clima estava muito agradável, por volta dos 25ºC, no máximo! Shorts e vestidos era o suficiente para passear o dia todo, levando no máximo um casaquinho leve para a noite.

Como se locomover

A pé. Os pontos turísticos ficam todos muito próximos, e andar a pé na cidade é muito gostoso!

Trata-se de um lugar onde o caminho é, muitas vezes, mais interessante do que o destino. Não deixe de passear a pé pela cidade.

Para visitar alguns pontos mais distantes, como o Castelo de Praga, pegamos o bonde – é necessário comprar o bilhete antes de entrar, em uma banca próxima à estação, pois não há bilheteria dentro do bonde.

Você não vai querer deixar de apreciar uma vista dessas porque está enfiado em um ônibus, né? Ande a pé e aproveite o caminho

Você não vai querer deixar de apreciar uma vista dessas porque está enfiado em um ônibus, né? Ande a pé e aproveite o caminho

Uma dica importante é EVITAR O TÁXI. Os taxistas são famosos por ludibriar os estrangeiros, cobrando preços muito mais altos do que seria justo pela corrida. Todos os meus conhecidos que pegaram táxi na cidade voltaram reclamando que foram enrolados por taxistas que deram voltas enormes para cobrir curtas distâncias, e cobraram caro por corridas que deveriam ser baratas.

Para evitar esse estresse, fomos da estação de trem/ônibus (quartel general dos taxistas malandros) até o hotel a pé. Em pouco mais de 10 minutos puxando malas estávamos na porta do hotel, sem se irritar com espertinhos. Se você não estiver com muita mala e o seu hotel não for distante, pode ser boa ideia fugir dos táxis.

Fique esperto

Quem está passeando pela Europa, como nós, pode se acostumar com a sensação de segurança.

É difícil imaginar um alemão tentando te enrolar, cobrando mais caro numa corrida de táxi ou embutindo taxas ocultas no serviço prestado (que você só descobre na hora de pagar).

Mas em Praga isso pode acontecer, sim!

É preciso ficar um pouco mais atento por lá, principalmente nas áreas mais turísticas.

Fomos trocar um pouco de dinheiro na estação de trem, logo que chegamos na cidade. Olhamos a taxa de conversão e estava razoável. Na hora de entregar o dinheiro, no entanto, o caixa descontou quase 20% de “taxa de serviço”, que não estava anunciada em lugar nenhum!

É claro que há, normalmente, uma taxa de serviço nas casas de câmbio, mas esse percentual foi praticamente um assalto. No centro histórico havia inúmeras casas de câmbio que não cobravam a tal taxa, e mesmo no hotel a conversão do dinheiro estava com um preço interessante. Além disso, quase todas as lojas aceitam euro, então nem é preciso trocar muita moeda.

Outra coisa que reparamos foi no preço das bebidas nos locais históricos. Na praça do relógio um cafézinho poderia sair por uns 30 reais – praticamente o mesmo preço do prato de comida vendido no mesmo restaurante. Você olha o preço da comida, almoça lá, pede o clássico cafézinho do final da refeição sem prestar atenção no preço e leva um susto quando recebe a conta.

Lembre-se: Praga não fica na Alemanha. Não dê mole.

Mas não precisa se assustar também.

Com um pouco de atenção para nãos ser feito de trouxa você está seguro na cidade. Não vimos problemas com segurança, por exemplo, e depois da casa de câmbio malandrinha da estação, não caímos em mais nenhuma furada durante nossos quase 3 dias na cidade.

A partir daí foram só maravilhas!

Mas essas eu vou contar no próximo post =D

Beijinhos,

Madame Brum

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