Praga: Castelo de Praga

E seguimos com os posts sobre Praga!

O foco, dessa vez, é o Castelo de Praga.

Castelo de Praga

O castelo domina a paisagem desde as margens do rio Vltava. Enorme, imponente, belamente iluminado – admirá-lo de longe já é agradável!

Castelo de Praga no fim da tarde

Castelo de Praga no fim da tarde

Na realidade, o que hoje é chamado de Castelo de Praga está mais para um complexo, ou uma cidadezinha à parte.

Dentro dos seus muros há o Palácio Real, bem como a Catedral de São Vito (aquelas torres que se sobressaem na silhueta do castelo são da igreja), a Torre de Pólvora, o convento de São Jorge, um belo jardim, uma vila residencial onde outrora morou o escritor Franz Kafka, entre outras coisas.

Você compra o seu ingresso de acordo com quais atrações você deseja visitar. O circuito mais completo inclui a Catedral de São Vito, o antigo palácio real, uma exibição sobre a história do Castelo, a basílica de São Jorge, a Viela Dourada, a Torre de Pólvora e o Palácio Rosenberg.

Eu fiz o circuito mais curto, incluindo apenas a Catedral de São Vito, o antigo palácio real, a Viela Dourada e a pequena basílica de São Jorge. Mais detalhes podem ser encontrados no site oficial.

A Catedral de São Vito começou a ser construída em 1344 e só foi finalizada em 1929.

Catedral de São Vito

Catedral de São Vito

A Catedral é grande e imponente. Construída em estilo gótico, é de uma riqueza artística e arquitetônica impressionantes.

Catedral de São Vito por dentro

Catedral de São Vito por dentro

O palácio foi a residência dos governantes da Boêmia por muitos séculos.

Interior do palácio de Praga

Interior do palácio

Seu interior me lembrou um pouco as residências dos elfos de O Senhor dos Anéis!

A Viela Dourada é uma ruazinha com diversas casas geminadas, todas muito pequenas e iguais. Originalmente construída para abrigar os funcionários do castelo, o nome atual remota a uma época em que diversos alquimistas ali moravam e buscavam a fórmula que transformaria metais em ouro.

Um de seus moradores mais ilustres foi o escritor Franz Kafka, que morou por alguns anos na casa número 22.

Hoje não há mais moradores no local, e as casinhas foram transformadas em lojinhas de produtos típicos da cidade: doces, sabonetes, bonecos de madeira, joias…

Viela Dourada

Viela Dourada – a foto não faz jus à ruela fofinha!

Me faltam fotos do jardim do palácio, que também vale a visita.

Lá dentro há restaurantes, lanchonetes e muitas lojinhas, de modo que é possível passar muitas horas por lá. Mas reserve no mínimo umas três horas para o passeio.

Aproveite para ver a cidade do alto também – como o castelo fica em cima de uma pequena montanha, a vista é interessante de lá!

Para chegar até o castelo você pode pegar o bonde urbano, assim não gastará energia subindo a pesada ladeira.

De volta à cidade, aprecie o castelo sem moderação!

Ele é lindo durante o dia, à noite, ao entardecer… é sempre um agrado aos olhos no horizonte da cidade.

Castelo de praga à noite

Castelo de praga à noite

Silhueta do castelo e da ponte Carlos  ao entardecer

Silhueta do castelo e da ponte Carlos ao entardecer

Uma vez na cidade, não deixe de visitar e apreciar essa maravilha tcheca!

Beijinhos,

Madame Brum

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Praga: ponte Carlos

Olá, Madames e Monsieurs!!

No post anterior eu falei sobre a Praça do Relógio astronômico de Praga.

Agora é a vez de contar um pouco sobre a Ponte Carlos!

Ponte vista à noite da margem do rio

Ponte vista à noite da margem do rio

Karlův most – Ponte Carlos

A Ponte Carlos é a mais famosa das pontes que conectam os dois lados da cidade sobre o rio Moldava.

Foi construída em pedra em 1357 e está lá, firme e forte, até hoje!

A ponte é muito bonita, e conta com um belo portão em cada um dos lados. Ao longo dela estão dispostas várias estátuas, que foram acrescentadas anos depois da construção da ponte.

Portão da ponte São Carlos

Portão da ponte São Carlos

Há uma estátua, no entanto, com uma lenda peculiar: a estátua de São João Nepomuceno. Este homem teria sido um confessor da rainha Joana de Baviera, ouvindo seus segredos e aconselhando-a. Em determinado momento, no entanto, o rei teria exigido que João Nepomuceno quebrasse o sigilo sobre as confissões da rainha. Diante de sua negativa, ele teria sido torturado, morto e jogado de cima da ponte.

Algumas lendas dizem que foi possível avistar a alma sair do corpo do homem após ser jogado, enquanto outras afirmam que cinco estrelas cercavam o corpo que boiava no rio, indicando que o assassinato teria sido obra do rei.

As histórias são meio loucas, mas acredita-se que tocar na estátua de São João Nepomuceno pode trazer sorte, e que aqueles que nela encostam sempre voltam à cidade.

Cidade velha vista da ponte São Carlos

Cidade velha vista da ponte São Carlos

Além das lendas (um pouco macabras) que cercam a ponte, há outros motivos para visitá-la. Além de linda por si só, a ponte permite uma bela vista do Castelo de Praga. Além disso, ela está sempre cheia de artistas de rua e vendedores (autorizados).

No verão os artistas ficam no local até mais tarde, garantindo um fim de tarde muito agradável ouvindo os músicos locais!

Ponte São Carlos

Vista da Ponte São Carlos

Dizem que os concertos dentro das igrejas da cidade são maravilhosos, mas as músicas ao vivo em diversos locais abertos estavam estupendas, e não achamos nenhuma boa justificativa para ouvir um concerto pago dentro das igrejas com tantos outros concertos acontecendo acontecendo gratuitamente sob o sol ou as estrelas!

Detalhe da entrada da ponte

Detalhe da entrada da ponte

A praça e a ponte são dois programas gratuitos, lindos, e que merecem ser vistos e vividos durante o dia e durante a noite!

Sem dúvida, imperdíveis.

Beijinhos,

Madame Brum

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Praga: o que saber antes de ir

Olá, Madames e Monsieurs!!

Quem está acompanhando os posts do blog já viu um pouco do nosso roteiro por Paris (aqui e aqui), Rota Romântica (preparativospartes 1, 2, 3 e síntese) e Munique (partes 1 e 2).

O próximo destino dessa viagem é a cidade de Praga, na República Tcheca!!!

A caminho de Praga

A caminho de Praga

Me acompanhem!

Como chegar

Pesquisando as opções pela internet, descobri quatro maneiras para ir de Munique para Praga:

  1. De carro. Poderíamos alugar um carro em Munique e devolver em Praga, ou até ficar com ele na cidade e devolver depois em Berlim, de fosse o caso. Mas a viagem é longa e dirigir na República Tcheca não é tão tranquilo quanto na Alemanha. Além disso, o centro velho de Praga é um caos para motoristas, e o carro acabaria ficando estacionado (na rua, já que nosso hotel não tinha garagem). Por fim pagaríamos caro por pegar o veículo em um país e devolver em outro. Opção rejeitada.
  2. De avião. Bom, nem pesquisei muito essa opção. Check-in, embarque, chegar com antecedência em aeroporto (que nunca fica num lugar muito central), atrasos… Em curtas distâncias, avião é sempre minha última opção – até ir de carro costuma ser melhor, na minha opinião!
  3. De trem. A maior parte dos deslocamentos dentro da Europa podem ser facilmente feitos pela malha ferroviária. Acontece que não encontramos trem direto de Munique para Praga, teríamos que fazer uma baldeação. Ainda assim, é uma opção plausível.
  4. De ônibus. Por incrível que pareça, é a melhor opção. Em cerca de 5 horas o ônibus sai do terminal rodoviário de Munique (bem no centro histórico, pertinho da estação de trem) e chega na estação de Praga (que também é junto com a estação de trem, próxima do centro histórico). Foi a opção escolhida! Compramos a passagem pelo site da Deutsche Bahn e já imprimimos em casa, sem maiores preocupações. O ônibus é confortável e a viagem foi bem tranquila, sem baldeações sem contratempos.

Se tiver interesse em mais detalhes sobre a viagem de ônibus, vale a pena checar esse site, com tudo bem explicadinho!

Hospedagem

Pré-requisitos para escolher o hotel em Praga:

  1. Deveria ser próximo ao centro histórico, na região de Praga 1 (ou cidade velha). Usamos a praça do relógio como referência e tentamos não ficar longe dali. Tem  gente que prefere outras regiões, mas achei prático ficar hospedada nessa área.
  2. Deveria ter ar condicionado. Praga é uma cidade fria na maior parte do ano e é natural que as construções sejam planejadas para serem quentes, mas iríamos no verão, e pegaríamos dias de calor. Já aconteceu antes de passarmos muito calor em um hotel em região fria simplesmente porque não havia ar condicionado (nem ventilador, nem janelas que abrissem o suficiente para arejar o quarto).
  3. Deveria ter elevador, a menor que fosse em um prédio bem baixo. Ninguém merece subir mais de dois andares puxando mala, ou chegar cansado no final do dia e ainda ter que escalar as escadas se arrastando com os pés latejando de cansaço!
  4. Custas até 100 euros a diária.

Dentro desses requisitos, encontramos o Astoria Hotel. Quatro pontos no tripadvisor, ótima localização, café da manhã incluso, elevador e ar condicionado, diárias a 85 euros.

Pelas fotos eu esperava um hotel bem velhinho, mas achei muito bom, no final das contas! Espaçoso e confortável, não tenho reclamações, achei um ótimo custo benefício.

Onde comer

Não tivemos problemas com comida em Praga – havia muitas opções para todos os gostos. Fugindo dos restaurantes da praça do relógio, os preços eram razoáveis também.

Mas um restaurante em especial merece menção: o George Prime Steak.IMG_2165

Localizado na cidade velha, próximo ao rio, o restaurante especializado em carnes tinha cortes deliciosos, acompanhamentos e sobremesas idem.

O lugar era mais “chicoso”, mas não fizeram cara feia para as minhas vestimentas de turista cansada.

Logo na chegada, uma simpática garçonete (falando inglês fluente, já que tcheco seria incompreensível para nós) nos apresentou os tipos de corte de carne disponíveis, bem seus níveis de maciez e marmorização (quantidade de gordura).

george-prime-steak

Foi um jantar muito agradável, com direito a carnes suculentas e muito vinho para fugir um pouco do combo linguiça+porco+cerveja que estávamos consumindo na Alemanha até então.

Salão principal

Salão principal do restaurante

É recomendável fazer reserva.

O clima

Praga é normalmente uma cidade fria, com bastante vento.

Menos do verão!

O clima estava muito agradável, por volta dos 25ºC, no máximo! Shorts e vestidos era o suficiente para passear o dia todo, levando no máximo um casaquinho leve para a noite.

Como se locomover

A pé. Os pontos turísticos ficam todos muito próximos, e andar a pé na cidade é muito gostoso!

Trata-se de um lugar onde o caminho é, muitas vezes, mais interessante do que o destino. Não deixe de passear a pé pela cidade.

Para visitar alguns pontos mais distantes, como o Castelo de Praga, pegamos o bonde – é necessário comprar o bilhete antes de entrar, em uma banca próxima à estação, pois não há bilheteria dentro do bonde.

Você não vai querer deixar de apreciar uma vista dessas porque está enfiado em um ônibus, né? Ande a pé e aproveite o caminho

Você não vai querer deixar de apreciar uma vista dessas porque está enfiado em um ônibus, né? Ande a pé e aproveite o caminho

Uma dica importante é EVITAR O TÁXI. Os taxistas são famosos por ludibriar os estrangeiros, cobrando preços muito mais altos do que seria justo pela corrida. Todos os meus conhecidos que pegaram táxi na cidade voltaram reclamando que foram enrolados por taxistas que deram voltas enormes para cobrir curtas distâncias, e cobraram caro por corridas que deveriam ser baratas.

Para evitar esse estresse, fomos da estação de trem/ônibus (quartel general dos taxistas malandros) até o hotel a pé. Em pouco mais de 10 minutos puxando malas estávamos na porta do hotel, sem se irritar com espertinhos. Se você não estiver com muita mala e o seu hotel não for distante, pode ser boa ideia fugir dos táxis.

Fique esperto

Quem está passeando pela Europa, como nós, pode se acostumar com a sensação de segurança.

É difícil imaginar um alemão tentando te enrolar, cobrando mais caro numa corrida de táxi ou embutindo taxas ocultas no serviço prestado (que você só descobre na hora de pagar).

Mas em Praga isso pode acontecer, sim!

É preciso ficar um pouco mais atento por lá, principalmente nas áreas mais turísticas.

Fomos trocar um pouco de dinheiro na estação de trem, logo que chegamos na cidade. Olhamos a taxa de conversão e estava razoável. Na hora de entregar o dinheiro, no entanto, o caixa descontou quase 20% de “taxa de serviço”, que não estava anunciada em lugar nenhum!

É claro que há, normalmente, uma taxa de serviço nas casas de câmbio, mas esse percentual foi praticamente um assalto. No centro histórico havia inúmeras casas de câmbio que não cobravam a tal taxa, e mesmo no hotel a conversão do dinheiro estava com um preço interessante. Além disso, quase todas as lojas aceitam euro, então nem é preciso trocar muita moeda.

Outra coisa que reparamos foi no preço das bebidas nos locais históricos. Na praça do relógio um cafézinho poderia sair por uns 30 reais – praticamente o mesmo preço do prato de comida vendido no mesmo restaurante. Você olha o preço da comida, almoça lá, pede o clássico cafézinho do final da refeição sem prestar atenção no preço e leva um susto quando recebe a conta.

Lembre-se: Praga não fica na Alemanha. Não dê mole.

Mas não precisa se assustar também.

Com um pouco de atenção para nãos ser feito de trouxa você está seguro na cidade. Não vimos problemas com segurança, por exemplo, e depois da casa de câmbio malandrinha da estação, não caímos em mais nenhuma furada durante nossos quase 3 dias na cidade.

A partir daí foram só maravilhas!

Mas essas eu vou contar no próximo post =D

Beijinhos,

Madame Brum

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Verão na Alemanha: Munique (parte II) – BMW e Jardim Inglês

Bom dia, Madames e Monsieurs,

Dando continuidade ao post anterior sobre o meu roteiro de viagem pela Alemanha, vamos ao nossos terceiro e quarto dias em Munique, dedicados à fábrica da BMW e ao Jardim Inglês!

A Fábrica, Museu e Loja da BMW

Um dos (muitos) pontos altos da viagem foi a visita à Fábrica da BMW!

Na BMW Welt se encontram, juntos, o museu da BMW, uma loja com exposição dos carros à venda, e a fábrica.

Não fomos ao museu, mas quanto aos outros dois, eu diria que são imperdíveis para quem gosta de carros ou de tecnologia (ainda que não entenda muito sobre nenhum dos dois, como eu)!

BMW Welt

BMW Welt

No grande hall da BMW Welt estão os carros e motos atualmente à venda pela marca – incluindo os modelos elétricos e os últimos lançamentos.

Carros que foram usados em alguns filmes também estão expostos para tirarmos fotos!

BMW i8

BMW i8 – elétrico recém lançado pela marca na época da viagem

No hall há ainda uma área destinada ao Mini Cooper, uma loja de lembranças, uma pista de testes para os compradores, entre outras coisas.

Mas o passeio pela modernidade fica ainda mais interessante para aqueles que participam do passeio guiado pela fábrica da BMW.

Em pequenos grupos e sempre com um guia, passeamos por boa parte da fábrica vendo o processo de fabricação dos carros, desde o chassi até a colocação do encosto de cabeça dos bancos de couro personalizados!

Sendo leiga nesses assuntos, fiquei maravilhada com o balé de robôs construindo passo a passo uma série de carros que serão desejados mundo afora.

Segundo o guia, mais de 90% do processo de fabricação é automatizado. Um carro só é construído naquela fábrica após ter sido vendido – todos os veículos que saem de lá já possuem um dono certo.

Após a compra, a matéria prima é encomendada pela fábrica e entregue em três dias. O processo de fabricação leva menos de 2 dias – na realidade, um carro é produzido em 24 horas líquidas!!!

Não era permitido tirar fotos dentro da fábrica, por isso vou ficar devendo imagens para vocês.

Os passeios são feitos apenas em inglês e devem ser reservados pelo telefone – são poucas vagas, por isso é necessário reservar com antecedência. O BMW Plant Tour dura cerca de 2 horas e meia (que passam voando) e custa 8 euros por pessoa.

Para mais informações, clique aqui.

Jardim Inglês

No nosso último dia em Munique decidimos fazer o tour de bicicleta com o Mike’s Bike Tour.

O tour clássico tem a duração de 4 horas e passa por diversos pontos interessantes da cidade, com a vantagem de ter um guia local te contando a história de cada um dos famosos pontos.

Alguns lugares, apesar de bonitos, só ficam interessantes quando você conhece a história do local, e às vezes é difícil conhecer toda a história envolvida em cada ponto turístico apenas através de livros e sites de internet – ter alguém, no lugar mostrando e apontando tudo o que aconteceu naquela pracinha aparentemente sem importância ajuda a visualizar a história e a importância dos eventos da cidade!

Lembrando que Munique foi o berço do Nazismo, e a história de ascensão de Hitler deixou suas marcas na cidade.

Perto do final do tour, pedalamos pelo Englischer Garten (jardim inglês) até a Chinesische Turm (Torre Chinesa), onde uma estrutura em forma de pagoda Chinesa abriga um Biergarten muito agradável! Chopp Hofbräuhaus disponível, bem como salsichas, batatas, repolhos, porco e frango para alimentar qualquer estômago alemão!

Biergarten na torre Chinesa, no Jardim Inglês

Biergarten na torre Chinesa, no Jardim Inglês

O jardim inglês tem esse nome por ser um grande parque urbano nos moldes dos jardins da Inglaterra, com grandes áreas gramadas onde as pessoas se esticam à tarde para tomar sol – muitas vezes sem roupa alguma!

Diversos pontos interessantes (como a torre Chinesa) estão espalhados pelo parque. Belas construções, restaurantes, cafés, e até um lago com pedalinhos ocupam a área sua do parque, com cerca de 2 km de extensão. A parte norte, muito maior, pode ser considerada menos turística.

Mas um ponto do parque merece a visita ainda que você não planeje explorá-lo: há um rio onde as pessoas fazem fila para surfar na onde que se forma em um ponto específico. Como a onda não se desfaz, é possível passar um longo tempo surfando no mesmo local – tudo depende da habilidade do surfista!

Surfando no rio

Surfando no rio

Se o dia estiver bonito, é possível passar o dia todo passeando pelo parque, vendo pessoas tomarem banho de sol sem roupa ou surfar no rio, comendo, bebendo, passeando de bicicleta ou de pedalinho… um parque agradabilíssimo!

Recomendo sem ressalvas o passeio no parque e na fábrica da BMW!

Já voltando para o hotel, no final do dia, resolvemos checar uma das inúmeras igrejas indicadas nos guias da cidade. Não costumamos visitar muitas igrejas durante as viagens, já que depois de um tempo as coisas ficam repetitivas (em termos de turismo e coisas novas para ver), mas há algumas construções com valor artístico e arquitetônico que nos fazem abrir exceções na regra de não ficar entrando em igrejas nas viagens.

A escolhida foi a Asamkirche, igreja construída em 1746 (término da construção) pelos irmãos Asam para uso privado. O estilo rococó e a grande concentração de detalhes nessa pequena igreja a tornam uma pequena joia encrustada no centro histórico de Munique!

Parada obrigatória para os que gostam de visitar novas igrejas, e bem interessante mesmo para aqueles que, como nós, costumam não lugar tanto para essa parte do passeio.

Asamkirche

Asamkirche

Para jantar, fomos a um restaurante italiano indicado pelo Tripadvisor como um dos melhores da cidade, o Trattoria da Fausto. Mais afastado do centro histórico, pegamos o S-Bahn até a área residencial próxima ao Englischer Garten.

A comida era boa, mas não excepcional – definitivamente não merecia uma colocação tão alta, no Tripadvisor, entre os restaurantes da cidade. É uma opção de comida italiana em um ambiente agradável, mas tenho dúvidas de justifica o deslocamento.

E assim nos despedimos de Munique – cidade encantadora e muito acolhedora.

Na manhã no quinto dia levantaríamos cedo para pegar um ônibus rumo a Praga – porque a próxima parada da viagem pela Alemanha é, na verdade, a República Tcheca!!

Não percam os próximos posts! Em breve: Praga e Berlim!

 

Beijinhos,

Madame Brum

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Verão na Alemanha: Munique (parte I)

Olá Madames e Monsieurs!!

A nossa deliciosa viagem começou em Paris (veja os posts aqui e aqui), seguiu pela Rota Romântica (aqui os posts sobre os preparativos, parte 1, parte 2, parte 3 e resumão) e agora continua rumo a Munique!

Saímos de Füssen pela manhã e fomos de carro até Munique. Pegamos uma Autobahn e chegamos rapidinho, cerca de 1:30h de viagem.

Fizemos o check-in no hotel, devolvemos o carro para a locadora e fomos reconhecer o terreno!

O hotel

Munique não nos pareceu ser uma cidade muito barata para se hospedar.

Apesar de ser uma cidade bem grande, a maior parte dos pontos de interesse para turismo fica dentro de um centro histórico, onde você consegue fazer tudo a pé, mas os hotéis não têm um preço tão bom quanto estávamos vendo até então.

Pesquisando com calma, descobrimos uma rede de hotéis chamada Motel One. Os hotéis são bem novos, com decoração moderna e clean, ambientes agradáveis e limpos, naquele estilo “tudo o que você precisa sem luxo e sem firulas”. Ficamos no Hotel Motel One Sendlinger Tor.

O café da manhã não está incluindo, nem estacionamento (o que não faz mal, já que ninguém precisa de carro em Munique).

O atendimento do hotel foi simpático e eficiente, não tenho nada a reclamar. Gostei muito da rede e me hospedaria novamente em hotéis do grupo sem pensar duas vezes!

A localização também foi boa: próximo ao Sendlinger Tor, podíamos fazer tudo a pé, bem como pegar facilmente os metrôs quando necessário.

Dia 1

Reservamos 4 dias para Munique.

No primeiro dia, como chegamos próximo ao horário de almoço, começamos nosso roteiro por um dos pontos mais interessantes da cidade: o Hofbräuhaus!

Detalhe na decoração da Hofbräuhaus

Detalhe na decoração da Hofbräuhaus

A Hofbräuhaus é uma cervejaria fundada em 1589, com muita história e tradição dentro de suas paredes coloridas.

Haufbräuhaus

Haufbräuhaus (foto do site)

Trata-se de um grande Biergarten fechado (há uma área a céu aberto que funciona nos períodos de temperaturas mais amenas), com grandes mesas de madeira, garçons e garçonetes em trajes típicos, canecas de cerveja de todos os tamanhos (a partir de 500 ml) e tipos, comida típica, música tradicional o dia todo, muito movimento, alegria, comida e bebida!

Chopp escuro na Hofbräuhaus

Chopp escuro na Hofbräuhaus

O ambiente é alto astral e sentar numa das mesonas, pedir um chopp e um joelho de porco (ou linguiças bávaras, se preferir) é um programa imperdível!

O espaço é enorme, e abriga até 3 mil pessoas.

Segundo a wikipedia, “em 24 de fevereiro de 1920, foi realizado na Hofbräuhaus o primeiro evento político importante do Partido dos Trabalhadores Alemães (DAP). Nesse dia, Hitler apresentou o “Programa de 25 pontos” do Partido. Tal programa foi aprovado por uma audiência de 2.000 pessoas (segundo descrição contida em Mein Kampf). Em 8 de agosto do mesmo ano, o DAP passou a se chamar Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, mantendo o mesmo programa”.

Durante a segunda guerra o prédio foi destruído, de modo que a construção atual é mais nova do que suas pinturas tradicionais fazem parecer.

Curiosidade: quem não puder ir até Munique, pode checar a famosa cerveja em Belo Horizonte! A cervejaria abriu uma filial na cidade recentemente. Quem já conhece pode deixar a avaliação nos comentários!!

Dali fomos dar uma volta a pé pela cidade e ver alguns pontos interessantes, como a Marienplatz, praça onde ficam as prefeituras nova e velha. O interessante é que a prefeitura nova (neues rathaus) parece mais antiga do que a velha. Acontece que a antiga prefeitura foi destruída na segunda guerra e uma réplica (não muito caprichada) foi construída em seu lugar – já a nova não precisou de restaurações, e seu estilo gótico pode gerar confusão quanto à idade das duas.

Semáforo de pedestres em Munique. O sinal vermelho era o desenho de dois homens com um coraçãozinho, e o verde, duas mulheres. É muito amor em um semáforo!!

Semáforo de pedestres em Munique. O sinal vermelho era o desenho de dois homens com um coraçãozinho, e o verde, duas mulheres. É muito amor em um semáforo!!

A Marienplatz é o coração da cidade, e a partir dali você chega à maioria dos principais pontos turísticos de Munique a pé.

O relógio da nova prefeitura exibe uma “apresentação” de bonecos em algumas horas do dia. A cena representa um duelo sobre não-sei-o-quê. Espere pra ver a apresentação e perca minutos preciosos do seu dia – eita coisa sem graça!!

Para quem gosta de igrejas, ali pertinho também está a Alter Peter (Antigo Pedro). Não entramos, então não tenho nada a dizer sobre a igreja, mas dizem que a vista do alto de sua torre é muito bonita (se você quiser encarar os degraus para chegar lá).

Andamos perdidos por ali até o final do dia, observando as pessoas, a cidade, o sol…

Dia 2

O segundo dia da viagem foi reservado a museus.

Começamos o dia do Deutsches Museum, um museu de ciência e tecnologia.

Compramos os ingressos na hora e não tivemos problemas com isso, as filas era pequenas pela manhã.

O museu é gigantesco, e trata de diversos temas relacionados à tecnologia: há uma área reservada para astronomia, máquinas antigas, um pavilhão inteiro de calculadoras, um andar para aeronaves, outro para navios, e por aí vai.

Um navio e um dirigível dentro do museu? Aqui tem. E tem aviões também.

Um navio e um dirigível dentro do museu? Aqui tem. E tem aviões também.

Minha opinião: selecione o que ver e não perca tempo tentando passar pelo museu todo. Fizemos isso, e quando chegamos nas partes mais interessantes, já estávamos cansados de andar e de ver coisas que sequer entendíamos! É muuuita coisa lá dentro, selecione!

Depois do almoço (comemos em um restaurante de frutos do mar no Viktualenmarkt que não merece indicação, já que eu passei mal pra caramba) fomos para o Residenz.

O Munich Residenz, na realidade, é um palácio que serviu de morada para os governantes da bavária de 1508 a 1918. Foi construído como um castelo em 1385 e posteriormente transformado em um grande palácio.

Um salão impressionante no Munich Residenz

Um salão impressionante no Munich Residenz

Lá dentro há obras de arte, mobília original e lindos salões. Se você gosta de castelos e de viagens no tempo, esse é um bom passeio.

Ostentação no teto do Residenz

Ostentação no teto do Residenz

O prédio estava em obras quando fomos, por isso algumas alas estavam fechadas.

Depois fomos dar uma volta pelo Viktualienmarkt, um mercado a céu aberto com restaurantes, frutas, flores, doces, temperos, queijos, embutidos e outras coisinhas. É possível almoçar nos restaurantes por lá, comprar uns petiscos nas barracas e comer nas mesonas do biergarten dentro do mercado, ou simplesmente se satisfazer degustando as “amostras” oferecidas em várias barraquinhas!

Depois fomos dar uma caminhada pela Kaufingerstraße (leia Kaufinguer strasse), um calçadão de pedestres com muitas lojas. Mas a essa altura o almoço estragado começava a fazer efeito e tivemos que voltar para o hotel – o resto do dia foi perdido, e o jantar se resumiu a água e biscoito de sal, infelizmente.

Nunca mais como ostras durante uma viagem =(

Aguardem a continuação do roteiro de Munique no próximo post!!!

Beijinhos,

Madame Brum


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30 horas em Paris – parte I

Olá, Madames!!

Eu sei, eu sei… o blog anda meio parado, né?

Pardon, c’est ma faute.

Vamos começar com uns posts que eu estou devendo há um bom tempo: vou falar sobre a viagem que fiz para a Alemanha em julho!

Roteiro

E a primeira cidade visitada na viagem para a Alemanha foi… Paris!!!

Madame Brum em Paris

Pois é, gente. Meu mapa de viagem pode ser meio relativo. O que eu chamo de “viagem pra Alemanha” seria, mais precisamente, uma “viagem para França, Alemanha e República Tcheca”.

O roteiro de 16 foi o seguinte:

1- Um dia e meio em Paris (cidade por onde chegamos na Europa);

2 – Rota Romântica da Alemanha (Wurzburg, Rothenburg ODT, Augsburg, Füssen e mais algumas cidadezinhas no meio do caminho);

3 – Munique;

4 – Praga;

5 – Berlim.

Paris

A primeira cidade do roteiro foi Paris.

Já conhecíamos a cidade, mas aproveitamos a existência de um voo direto Brasília-Paris como desculpa pra gastar umas horinhas na cidade.

Ficamos apenas uma noite e mais um dia na cidade-luz, e aproveitamos para fazer um roteiro um pouco diferente da tradicional corrida pra ver todos os pontos turísticos: organizei uma tentativa de roteiro gastronômico com base em dicas de internet!

Afinal, qual cidade melhor para se dedicar um dia inteiro à comilança??

Nós chegamos no aeroporto no meio da tarde, mas quem já foi lá sabe que chegar no Charles-de-Gaulle não significa chegar em Paris – lá se vão algumas horas entre desembarcar, passar por uma imigração antipática e mal-humorada, pegar malas e chegar ao táxi. Depois, adicionado à longa distância entre o aeroporto e a cidade, sempre haverá um certo trânsito dentro de Paris, o que faz com que você gaste pelo menos mais uma hora de carro (e vários euros).

OBS: nós optamos pelo táxi e encaramos o alto preço do transporte (cerca de 60 euros no total), mas pra quem quiser economizar, há diversas formas de se chegar a Paris, inclusive de trem. Esse post do melhores destinos explica as alternativas.

É claro que estávamos cansados da viagem, mas Paris é empolgante e ficar no hotel não era uma opção.

Decidimos, então, “checar” se estávamos na cidade certa: pegamos um metrô e fomos apreciar a Torre Eiffel!

madame brum em paris - torre eiffel

Já fui diversas vezes à cidade, e já estou de saco cheio das filas para subir na torre (nem acho algo tão imperdível assim), mas aquela paradinha no Trocadero ou no Champ-de-Mars para ver a torre continua sendo um momento mágico para mim.

Pra quem não sabe, descer na estação Trocadero do metrô de Paris é a melhor forma de se ter uma vista linda da Torre Eiffel!

Da praça do Trocadero você terá uma vista num ângulo privilegiado. Depois, é só descer as escadas e atravessar os jardins do Trocadero até a torre. Do outro lado da madame Eiffel está o jardim Champ-de-Mars, onde é possível sentar na grama e apreciar essa obra-prima.

Praquela noite havíamos feito reserva para o restaurante David Toutain, um estrelado carte-blanche na cidade.

Trata-se de um restaurante pequeno, no qual você paga um preço fixo e o chef servirá diversos pratos ao longo do noite, com vinhos que harmonizem com os pratos. Você não escolhe o que irá comer, apenas informa se tem alguma restrição alimentar.

Isso não é um ovo. É um souflet de não-sei-o-quê (deveria ter anotado).

Isso não é um ovo. É um souflet de não-sei-o-quê (deveria ter anotado).

Cada prato é pequeninho, e no começo você tem certeza de que não vão te servir comida o suficiente. Mas ao longo das duas ou três horas de jantar (não venha com pressa) você comerá e beberá bastante, no melhor estilo slow food francês.

Eu contei 12 pratos, além das entradinhas e dos pães que acompanham a refeição. Só sobremesas foram três tipos, além dos queijos.

Bacalhauzinhos deliciosos

Bacalhauzinhos deliciosos

A comida é deliciosa, mas, como boa brasileira, eu queria pedir “uma porção” de alguns pratos, ao invés de dois micropedacinhos. Pra mim, comidinhas pequeninhas são lindas, mas deveriam vir aos montes! – ai, que falta de elegância, a minha….

De qualquer modo, foi um jantar maravilhoso, com ótimos vinhos, comida gostosa e companhia maravilhosa.

Como bônus, nosso garçom falava português, o que foi ótimo para explicar os detalhes dos pratos, que envolviam ingredientes complicados demais para o meu francês de viajante.

E assim começou nosso roteiro gastronômico, aberto com um jantar chiquérrimo em uma cidade chiquérrima!

Ah! Após o jantar eu não estava com a menor vontade de fazer baldeação no metrô de Paris e pensamos em chamar um táxi. Mas estamos em tempos mais modernos e fomos embora de Über. O aplicativo também funciona por lá, e é uma ótima alternativa para evitar os taxistas mal-humorados de Paris (qual é o problema dos taxistas de Paris, afinal?).

Sobre o Hotel

Dessa vez deixamos a região de Saint-Germain e Quartier Latin (bairros com ótima localização, mas muitos turistas e preços altos) para nos hospedarmos em Montparnasse, na Rua Vavin.

O hotel se chamava Atelier Saint-Germain (mesmo não ficando em Saint-Germain) e a localização foi extremamente prática, com vários pontos de metrô muito próximos do hotel, o que facilitou muito quando precisamo pegar o transporte público para irmos para a estação de trem Gare de L’Est (tinha uma linha direta pra lá saindo da porta do hotel).

Aprovei a localização do hotel, e o preço foi bem interessante pros padrões de Paris, mas se optar por ficar lá saiba que o hotel é MUITO pequeno. Eu sei, hotéis pequenos são o padrão de Paris, mas talvez esse tenha sido o menor quarto que já fiquei na minha vida!

Não foi nenhum problema para duas noites, mas pessoas que se incomodam com a falta de espaço (do tipo: não tinha condições de abrir a mala e circular pelo quarto ao mesmo tempo) podem não gostar do hotel – mas saiba o que está reservando e esta será uma boa escolha.

No próximo post eu conto sobre o segundo dia em Paris e o roteiro propriamente dito!

Beijinhos,

Madame Brum

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