Viajando pela Rota Romântica: preparativos

Olá, Madames!!

Depois de um roteiro gastronômico em Paris (post completo aqui e aqui), pegamos um trem para a Alemanha, para finalmente começarmos a cobrir a famosa Rota Romântica!

Para quem não sabe, a Rota Romântica (Romantische Straße, em alemão) é uma estrada no sul da Alemanha, na região da Baviera, que liga Wurzbürg a Füssen, no extremo sul do país, passando por diversas cidadezinhas que parecem ter parado no tempo.

Casinha típica da região da Baviera

Casinha típica da região da Baviera

As casinhas com madeira exposta e telhado inclinado, as flores nas janelas, as pracinhas medievais… tudo gera um ar realmente romântico e bucólico!

Antes de falar sobre o meu roteiro especificamente, eu gostaria de ressaltar alguns pontos:

Sobre a Rota:

A Rota inclui, no total, 28 cidades, espalhadas ao longo de quase 500 km de estrada. Visitar todas as cidades exigiria algumas semanas, mas acho que elas não são tão diferentes entre si, então optamos por selecionar algumas e montar um roteiro mais enxuto.

Tudo o que você precisa saber para organizar seu roteiro pode ser encontrado no site oficial da Rota.

mapa da rota

mapa da rota

Alugar um carro para percorrer as cidades é uma ótima opção! Também é possível viajar de ônibus ou de bicicleta (para os mais atletas), mas acredito que o carro seja a forma mais prática de passear.

Não é necessário passar uma noite em todas as cidades – algumas podem ser visitadas em poucas horas.

Um ponto importante, se você estiver usando o GPS, é prestar atenção ao trajeto escolhido: o GPS tende a indicar as rotas mais rápidas, em geral autobahns. É legal dirigir em Autobanhs, mas a Romantische Straße não é uma autopista, e sim uma estrada auxiliar bem menos e mais lenta, que te levará por cenários românticos e cidadezinhas fofas. Para garantir que está no caminho certo, procure a rota que passa pela estrada B-25 no GPS, e preste atenção nas plaquinhas que indicam que você está no caminho certo!

Dirigindo na Alemanha

Dirigir nas estradas da Alemanha é uma experiência maravilhosa! Pistas boas, paisagens bonitas, motoristas conscientes, diesel que rende uma eternidade… não há do que reclamar!

Algumas coisas que me chamaram a atenção:

  • As placas de trânsito são um pouco diferentes das nossas, então vale a pena pesquisar um pouco antes para não se confundir na estrada.
  • Ninguém dirige na pista da esquerda: ela serve APENAS para ultrapassagem. Então não seja você o idiota nas estradas gringas, ok? Fique nas pistas da direita.
  • Em vários trechos das Autobahns (toda estrada cujo nome começa com A é uma autobahn) não há limite de velocidade. Além disso, as estradas são tão boas que você nem percebe que está dirigindo a uma velocidade muito maior do que está habituado!
  • Essa placa significa que não há limite de velocidade naquele trecho da estrada.

    Essa placa significa que não há limite de velocidade naquele trecho da estrada.

  • Eu já falei que a pista da esquerda é só para ultrapassagens, né? E que as algumas estradas não têm limite de velocidade. Ou seja: não pense que você está “andando muito rápido” e que por isso pode ficar na pista da esquerda. Provavelmente aparecerá um Porsche, BMW ou Mercedes correndo mais que você, então não bloqueie a pista da esquerda!!
  • Na Alemanha é comum encontrar carros menores movidos a diesel. Alugamos uma Tiguan a diesel, e percorremos toda a rota romântica e mais um pouco com meio tanque. Sim, foram mais de 600 km com meio tanque!!! Só abastecemos na hora de devolver o carro, e gastamos exatos 45 euros no posto perto de Munique. Eu não sei como isso aconteceu, mas até hoje eu estou impressionada!
  • Alerta: você sentirá uma pontada de raiva quando voltar ao Brasil e lembrar que não há respeito no trânsito, pistas maravilhosas nem combustível quase infinito.

GPS

O carro que alugamos tinha um GPS embutido, mas nós não usamos (como você procura as coisas em um GPS em alemão??).

Ao invés disso, compramos um chip de celular da marca Lebara, que nos garantiu 3G de dados para usar em até 30 dias, por 20 euros.

A internet funcionou bem a viagem toda, o google maps foi bem eficiente para indicar caminhos alternativos no trechos em obras e mesmo usando o GPS pra cima e pra baixo não gastamos nem 1G nos 5 dias de estrada.

Além disso, foi bom ter acesso à internet para usarmos o google tradutor quando não conseguíamos ler as coisas em algum lugar.

Estacionando o carro

A menos que você vá se hospedar na cidade, é melhor estacionar o carro do lado de fora da muralha. As cidades, em geral, são pequenas e medievais, sem muita estrutura para a circulação de carros – e com poucos lugares para estacionar. Deixando o carro nos bolsões de estacionamento fora das muralhas você evitará dores de cabeça.

Disco de estacionamento

Disco de estacionamento

Se parar dentro da cidade, deve ter atenção às regras de estacionamento: os carros alugados costumam ter um disco azul no porta luvas: você deve selecionar no disco a hora em que você parou, deixar o disco sobre o painel do carro e prestar atenção às placas que definem o tempo máximo de estacionamento (normalmente 1 horas ou 1 hora e meia).

Em alguns lugares dentro das cidadelas será necessário pagar para estacionar, aí você vai precisar se entender com as maquininhas de estacionamento.

Para mais esclarecimentos sobre o estacionamento, vale a pena ler este post aqui.

Quanto tempo ficar?

Você pode fazer a rota em 3 dias ou em 2 semanas, dependendo do seu apreço por cidadezinhas do interior.

Nós fizemos o que nos interessou em 4 dias e meio, parando para dormir nas seguintes cidades: Würzburg, Rothenburg ob der Tauber, Augsburg e Füssen.

Nossa rota completa incluiu Wüzburg, Rothenburg ob der Tauber, Dinkelsbühl, Nördlingen, Augsburg, Schwangau e Füssen.

Acho que foi uma boa quantidade de dias para ver tudo o que queríamos sem ficar se saco cheio.

Sobre os alemães

Eu sempre tive a impressão de que encontraria pessoas sérias e fechadas na Alemanha.

Não sei se a população estava feliz com o verão ou se eles são sempre assim, mas achei o povo muito alegre, festeiro e bem humorado (exceto em Berlim). Foi muito agradável quebrar a imagem que eu tinha sobre a população!!

Sobre a língua

Mesmo viajando por cidades pequenas no interior do país, eu não tive problemas com a língua. Aprendi uma meia dúzia de frases para tentar ser educada, mas a verdade é que em todos os lugares tinha gente falando inglês fluentemente.

Tá certo que a Rota Romântica é uma coleção de cidades turísticas, e é normal que lugares turísticos estejam preparados para falar inglês, mas realmente não tivemos problema algum com a língua. Até nos restaurantes era possível encontrar cardápios em inglês.

Ainda assim, não custa mostrar simpatia aprendendo umas palavrinhas básicas, né?

Mini vocabulário do turista esforçado:

Bom dia – Guten Morgen (leia Gutên Mórguen)

Boa tarde – Guten Tag (leia Gutên Ták)

Boa noite – Gute Nacht (leia Gutên Narrt)

Com licença/ desculpe – Entschuldigung (leia enxúldegung)

Obrigado – Danke (leia dânke) ou Danke Schön (leia dânke xône)

Por favor – Bitte (leia Bíte)

Desculpe, eu não falo alemão – Entschuldigung, Ich spreche kein Deutsch (leia Enxúldegung, íxi sprerre kain dóiti)

Comida na Alemanha

Ao contrário da França, onde os pratos são pequenos e leves, a Alemanha parece adepta ao exagero. Todos os pratos eram grandes e pesados, com muita salsicha, batata, carne de porco e chucrute (uma receita típica com repolho, nada leve para o estômago).

Em cima, uma prato francês. Em baixo, um alemão.

Em cima, uma prato francês. Em baixo, um alemão.

Acho que passei duas semanas comendo salsicha com mostarda…

Bebidas

Chopp e cerveja.

“Ah, mas eu não gosto de cerveja”. Eu também não. Mas as de lá são boas de verdade!! Experimente, pelo menos!

Os vinhos também são interessantes, se você não conseguir se entender com a cerveja. Mas vale a pena experimentar, de verdade!

Beer Gartens

Beer Gartens, ou jardins de cerveja, são muito comuns nas épocas de calor da Alemanha.

Quase todos os restaurantes terão mesas largas a céu aberto onde você pode comer e beber ao ar livre junto com vários outros alemães e turistas alegres.

Em Munique há Beer Gartens bem grandes, deliciosos, onde vale a pena pegar um chopp, sentar e observar os locais esbanjando felicidade!

Alguns beer gartens maiores não terão garçons, então atenção às regras: pegue a comida e bebida nos “bandejões”, pague e leve para a mesa. Provavelmente vão te cobrar um “depósito” pelo copão de chop – isso não significa que você pode levar o copo pra casa, ok? Devolva os copos no lugar indicado e pegue seu dinheiro de volta.

Além disso, observe uma coisa: mesmo com tanta gente bebendo juntas, ninguém levanta a voz, grita, arruma briga ou faz estardalhaço. Eles bebem e voltam ao trabalho como se o álcool não fizesse efeito em suas cabeças loiras. E eles não bebem pouco, não! Eita povo resistente.

Hotéis

Muita gente deixa para escolher o hotel durante a viagem. É possível ir viajando e simplesmente dormir na cidade em que você estiver por volta das 18h. Você ficará com a agenda mais livre, sem pressa para chegar em uma determinada cidade até o final da hora do checkin (observe que em cidades pequenas como essa é comum não ter recepção 24h, então você precisa chegar e fazer o checkin até as 19h, e depois fica com uma chave da portaria).

Mas eu não sei viajar assim, reservei todos os meus hotéis com antecedência pelo booking.com e não tive problemas.

Não sei qual é a probabilidade de chegar em uma cidadela dessas e não conseguir hotel disponível, mas se você for uma alma livre pode pesquisar em outros blog a experiência de viajar sem reservas.

Nesse blog as viagens envolvem tanto planejamento quanto possível (sim, eu AMO planejar a viagem, não consigo evitar!).

No próximo post eu conto sobre o nosso roteiro pela Rota Romântica!

Beijinhos,

Madame Brum

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4 Replies to “Viajando pela Rota Romântica: preparativos”

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